Três indiciados por furto e incêndio em Castelo de Gelo de Gramado
Indiciados por furto e incêndio em parque de Gramado

Três pessoas são indiciadas após incêndio em parque temático de Gramado

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou três indivíduos por crimes de furto qualificado, falsidade ideológica e incêndio culposo durante o inquérito que investigou o sinistro que atingiu a estrutura do Castelo de Gelo. O empreendimento, um parque temático inspirado na história de A Bela e a Fera, está em fase de construção na cidade de Gramado, localizada na Serra Gaúcha.

Detalhes dos crimes e investigação

Os indiciados são dois funcionários e um terceirizado da empresa Dufrio, responsável pela instalação das câmaras frias do icebar dentro do parque. Conforme explicou o delegado regional de Gramado, Gustavo Barcellos, as acusações incluem o furto de um equipamento crucial chamado sitrad, considerado a caixa-preta das máquinas de refrigeração.

Esse dispositivo poderia ter auxiliado na determinação da causa exata do incêndio, que não pôde ser identificada pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) devido à sua remoção. O terceiro indivíduo foi indiciado especificamente por falsidade ideológica e incêndio culposo, quando não há intenção direta de provocar as chamas.

Posicionamento das empresas envolvidas

A Dufrio, em nota oficial, negou veementemente as acusações, classificando o indiciamento como precoce e equivocado. A empresa afirmou que seus colaboradores e o fornecedor terceirizado agiram conforme orientação dos proprietários do empreendimento e com autorização dos Bombeiros para retirar o sitrad, com o objetivo de preservar informações que pudessem elucidar o caso.

Por outro lado, Eduardo Kny, presidente da Hector Studios (empresa responsável pelo Castelo de Gelo), destacou que existem elementos documentados indicando que o acesso ao local para a retirada do equipamento ocorreu mediante identificação indevida, com os indivíduos se passando por integrantes da equipe do parque.

Impactos financeiros e investigação complementar

O incêndio, que ocorreu em 9 de outubro do ano passado e foi controlado apenas no final da manhã seguinte pelos Bombeiros de Gramado, resultou em um prejuízo estimado em pelo menos R$ 25 milhões. O local não possuía seguro, agravando as perdas financeiras.

Uma investigação paralela conduzida por uma empresa privada, contratada pela Hector Studios, apontou que os três indiciados teriam afirmado ser funcionários do parque para acessar a câmara fria um dia após o sinistro. O inquérito policial, liderado pela delegada Fernanda Aranha, foi concluído em 14 de janeiro e já foi remetido ao Poder Judiciário para as próximas etapas processuais.

Características do empreendimento e futuro

O Castelo de Gelo foi projetado para ser uma atração turística de grande porte, com uma estrutura de 1.200 metros quadrados que incluiria um salão principal com temperaturas podendo chegar a -15°C. A inauguração estava originalmente prevista para novembro de 2025, mas não há uma nova data definida após o incidente.

O incêndio iniciou-se na câmara fria localizada no segundo andar do edifício, durante testes do sistema de congelamento. Felizmente, não houve feridos durante o ocorrido, mas os danos materiais foram significativos, impactando diretamente o cronograma e os investimentos no projeto.