Novas imagens revelam detalhes do roubo de obras de arte na Biblioteca Mário de Andrade
Novas imagens divulgadas pelo programa Fantástico no último domingo, 8 de março de 2026, mostram com riqueza de detalhes como foi a movimentação dos criminosos que assaltaram a Biblioteca Mário de Andrade, localizada no centro de São Paulo, no dia 7 de dezembro de 2025. As câmeras de segurança capturaram toda a ação coordenada que resultou no furto de 13 obras valiosas dos artistas Candido Portinari e Henri Matisse.
Ação criminosa em detalhes
Na ocasião do crime, os ladrões renderam um guarda e um casal que visitava o local, garantindo acesso às obras. Após o roubo, o carro utilizado pelos criminosos sofreu uma pane elétrica, obrigando-os a seguir a pé até o prédio de Gabriel Pereira, conhecido como "Gargamel", que teria organizado o assalto. A menos de dois quilômetros da biblioteca, Gabriel entrou pela porta da frente do edifício segurando as gravuras roubadas e subiu o elevador acompanhado de outros moradores, sem levantar suspeitas.
Enquanto isso, Felipe Quadra, apelidado de "Tapete" ou "Sujinho", seguiu andando pela rua com os quadros na mão. Em dado momento, sentiu dificuldade em carregá-los e abandonou parte das obras na via pública. Pouco tempo depois, Gabriel saiu de seu prédio com uma roupa diferente para ir ao encontro de Felipe no local onde as obras restantes foram deixadas.
Envolvimento de terceiros e desfecho
Ao se encontrarem, os criminosos quebraram o vidro das obras para retirar as gravuras de dentro das molduras. Nesse momento, receberam a ajuda de Luiz Carlos Nascimento, conhecido como "Magrão" e membro de uma facção criminosa. Mais uma vez, Gabriel retornou com as obras — agora sem moldura — para o apartamento.
As imagens ainda mostram a esposa de Gabriel, Cícera, na noite do dia 7 de dezembro. Ela desceu do condomínio com várias sacolas na mão e as entregou para Gabriel, que foi visto pela última vez no metrô Corinthians-Itaquera. Atualmente, ele segue foragido, enquanto Felipe Quadra e Luiz Carlos Nascimento foram presos. Cícera chegou a ser detida, mas foi liberada pouco tempo depois.
O caso continua sob investigação das autoridades, que buscam recuperar as obras de arte e prender todos os envolvidos. As novas imagens fornecem pistas cruciais para entender a dinâmica do crime e a rede de apoio utilizada pelos criminosos.
