Homem flagrado furtando rabecão do IML em Belo Horizonte é solto pela Justiça
A Justiça de Minas Gerais determinou a soltura de um homem de 32 anos que foi flagrado furtando um rabecão, veículo utilizado para transporte de corpos em ocorrências policiais e acidentes, no pátio do Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. A decisão foi tomada durante uma audiência de custódia realizada no domingo (29), após o suspeito ter sido preso horas depois do crime.
Detalhes do furto e prisão
O furto ocorreu por volta das 5h do dia 27, no bairro Nova Gameleira, na Região Oeste da capital mineira. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o suspeito pulou o muro e invadiu a unidade, que pertence à Polícia Civil de Minas Gerais. A investigadora que registrou o boletim de ocorrência comunicou o fato ao delegado, relatando que o veículo foi levado durante o plantão.
Policiais realizaram diligências ao longo da manhã para identificar o suspeito e localizar o rabecão. Fontes ligadas ao caso informaram que o homem foi detido em Contagem, na Grande Belo Horizonte, e que o veículo foi recuperado no fim da manhã. A Polícia Civil autuou o indivíduo em flagrante por furto qualificado.
Decisão judicial e medidas cautelares
O juiz Paulo Cezar Mourão Almeida, da Secretaria de Audiências de Custódia da Comarca de Belo Horizonte, concedeu liberdade provisória sem fiança ao suspeito, mas determinou o cumprimento de medidas cautelares. Na decisão, o magistrado justificou que o homem é réu primário, possui endereço fixo e o delito foi cometido sem violência ou grave ameaça.
As medidas impostas incluem:
- Proibição de se ausentar da comarca de Belo Horizonte sem autorização judicial
- Obrigação de manter o endereço atualizado
- Comparecimento a todos os atos do inquérito e eventual ação penal
O juiz destacou que a ficha criminal do autuado não indica condenações ou passagens por crimes mais graves, e não vislumbrou perigo gerado pelo estado de liberdade do indivíduo.
Posicionamentos divergentes
A defesa do homem alegou que o furto teria sido cometido devido à demora no atendimento da Polícia Civil. Segundo o advogado, o cliente aguardava no local e ficou indignado com o tempo de espera.
Em resposta, a Polícia Civil emitiu uma nota afirmando que o atendimento no IML ocorre mediante encaminhamento de uma autoridade policial ou judicial e apresentação de guia de exame pericial. A instituição reforçou seu compromisso com "o atendimento eficiente e humanizado das vítimas de crimes".
O g1 procurou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) para questionar sobre a saída do homem do sistema prisional, mas não obteve resposta até o momento da publicação desta matéria.



