Homem morre após ser contido com taser pela PM após invadir casas em Rio Claro
Homem morre após ser contido com taser pela PM em Rio Claro

Homem não identificado morre após confronto com PM em Rio Claro

Um homem ainda não identificado faleceu após invadir múltiplas residências e ser contido pela Polícia Militar com o uso de um taser, no bairro Jardim Inocoop, em Rio Claro, interior de São Paulo. O caso, registrado na madrugada desta quinta-feira, está sendo tratado pelas autoridades como morte suspeita e também como morte súbita sem causa aparente, aguardando os resultados da perícia.

Sequência de eventos violentos precede a tragédia

De acordo com o boletim de ocorrência, a PM foi acionada por volta das 1h15 para atender uma denúncia de furto em andamento. Ao chegar ao local, os policiais encontraram um indivíduo que resistiu agressivamente à abordagem, desferindo chutes e socos contra os agentes e tentando fugir do local. Durante a perseguição, novas ligações alertaram sobre um suspeito que estaria pulando telhados e invadindo imóveis na região, causando danos significativos a cercas elétricas, portões e outras estruturas.

Testemunhas relataram que pelo menos quatro propriedades foram violadas e danificadas pelo homem, que demonstrava um comportamento claramente alterado e perigoso. Os policiais finalmente o localizaram no quintal de uma residência na Rua 3JI, onde ele já apresentava diversos ferimentos visíveis pelo corpo, incluindo cortes e hematomas.

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Resistência persistente e uso do taser

Quando questionado sobre suas lesões, o homem afirmou ter se envolvido em uma briga com pessoas em situação de rua, que supostamente o estariam perseguindo. No entanto, seu estado de agitação só aumentou enquanto aguardava o atendimento médico. Desobedecendo às ordens da equipe, ele tentou fugir novamente escalando telhados e, quando interceptado, passou a agredir os policiais com mais violência.

Diante da resistência física contínua e do risco iminente, os agentes utilizaram um dispositivo de eletrochoque (taser) na tentativa de imobilizá-lo. Mesmo após ser algemado, o indivíduo continuou a lutar, obrigando os policiais a também algemarem suas pernas para conter os movimentos. Foi nesse momento que ele perdeu os sentidos e entrou em parada cardiorrespiratória, vindo a óbito ainda no local.

Investigações em andamento para esclarecer causas

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas imediatamente, assim como a Polícia Civil e a perícia técnica. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Rio Claro, onde passará por exame necroscópico completo para determinar com precisão a causa da morte.

As investigações agora buscam esclarecer vários aspectos do caso, incluindo a identidade do homem, as circunstâncias que levaram ao seu comportamento errático e a possível relação entre o uso do taser e o desfecho fatal. A Polícia Civil deve ouvir testemunhas e analisar as evidências coletadas no local para compor um quadro detalhado dos eventos.

Este incidente reacende o debate sobre os protocolos de uso da força por parte das forças de segurança e a necessidade de atendimento adequado em situações envolvendo indivíduos em crise. A comunidade do Jardim Inocoop permanece em alerta, enquanto aguarda mais informações das autoridades responsáveis.

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