Goleiro Bruno é declarado foragido após não cumprir mandado de prisão no Rio
O ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza, condenado a 23 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio, foi oficialmente declarado foragido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, o Disque Denúncia do Rio divulgou o cartaz de "procurado" do atleta, que não se apresentou às autoridades após a revogação de seu livramento condicional.
Condenação e fuga da justiça
Bruno Fernandes foi condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, com quem teve um filho, em um caso que chocou o país. A Vara de Execuções Penais revogou seu benefício de semiaberto no último dia 5 de março, expedindo um mandado de prisão imediata. Segundo a decisão judicial, o ex-atleta perdeu o direito ao livramento condicional porque se ausentou do estado do Rio de Janeiro sem autorização prévia das autoridades competentes.
O cartaz de procurado, divulgado amplamente, busca facilitar a localização e captura de Bruno, que agora integra a lista de foragidos da justiça fluminense. As imagens circulam em redes sociais e canais oficiais, pedindo à população que forneça qualquer informação sobre seu paradeiro.
Contexto do caso e repercussões
O caso Eliza Samudio remonta a 2010, quando a jovem foi assassinada após um relacionamento conturbado com o goleiro. A condenação de Bruno em 2013 marcou um dos julgamentos mais midiáticos da história recente do Brasil, envolvendo alegações de sequestro, tortura e ocultação de cadáver. Após cumprir parte da pena no regime semiaberto, o ex-atleta deveria retornar à prisão, mas optou por não se entregar.
Especialistas em direito penal destacam que a fuga de Bruno representa um grave descumprimento das condições estabelecidas pela justiça, podendo resultar em agravantes penais. A situação também reacende debates sobre a eficácia do sistema de monitoramento de condenados em regime semiaberto no país.
Enquanto isso, familiares de Eliza Samudio seguem aguardando justiça integral, expressando preocupação com a demora na captura. O Disque Denúncia do Rio reforçou o apelo para que cidadãos colaborem, garantindo o anonimato de quem fornecer informações relevantes.
