GCM de Suzano é suspeito de duplo homicídio em Poá; caso é investigado por legítima defesa
Um guarda civil municipal (GCM) de Suzano foi apontado pela Polícia Civil como suspeito de matar dois homens em Poá, no Alto Tietê. As vítimas foram identificadas como Daniel dos Santos da Silva e Gustavo Araújo de Oliveira, que morreram após serem atingidas por vários disparos de arma de fogo.
Detalhes do crime e investigação
O crime ocorreu no dia 10 de janeiro, na rua Capitão Pedro Esperidião Hoffer, no bairro Jardim Nova Poá. Segundo as investigações, Silva morreu no local, enquanto Oliveira foi socorrido para a Santa Casa de Suzano, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.
O caso está sendo investigado pelo Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), com sede em Mogi das Cruzes. O delegado responsável pelas apurações, Rubens José Angelo, explicou que o guarda foi indiciado pelo crime de homicídio simples consumado, mas não está preso porque alegou legítima defesa.
Versão do suspeito e contradições
Em depoimento, o GCM relatou que um furto havia ocorrido na chácara de seu irmão, e que ele passou a noite no local após o incidente. Ele afirmou que três pessoas invadiram a propriedade, houve uma troca de tiros, e os criminosos fugiram.
O suspeito contou que, com mais dois amigos, foi atrás dos indivíduos e os encontrou caminhando no Jardim Nova Poá. Nesse momento, ocorreu um segundo tiroteio. O guarda disse que não viu se os tiros atingiram alguém na hora, e retornou à chácara sem acionar a polícia, alegando estar em estado de choque.
No entanto, a Polícia Civil informou que não há registros de trocas de tiros nas ocorrências daquele dia, e que nem a Polícia Militar nem a Guarda Civil Municipal foram acionadas para atender aos eventos relatados.
Andamento do caso
As investigações continuam para apurar todas as circunstâncias das mortes. O g1 solicitou informações à Prefeitura de Suzano sobre o caso, mas ainda aguarda uma resposta oficial. Enquanto isso, o SHPP segue analisando as evidências e depoimentos para determinar a validade da alegação de legítima defesa.
Este caso destaca a complexidade de investigações envolvendo agentes de segurança e alegações de autodefesa, exigindo uma apuração minuciosa para garantir a justiça.