Furto de celular desencadeia descoberta de cultivo ilegal de maconha em residência de Uberlândia
O que começou como uma simples ocorrência de furto de celular transformou-se em uma operação policial que revelou um cultivo clandestino de maconha no setor oeste de Uberlândia, culminando na prisão em flagrante de uma mãe e seu filho. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades, mas os detalhes da ação mostram como um crime aparentemente menor levou a uma descoberta mais grave.
Rastreamento do aparelho leva polícia até a residência
Segundo a Polícia Militar (PM), a mulher, de 66 anos, é suspeita de ter furtado o celular de um médico durante uma consulta em uma clínica localizada na avenida Getúlio Vargas. A vítima conseguiu rastrear o dispositivo, o que permitiu que os policiais localizassem o endereço onde ele estava, na rua Fernando Reis Cardoso, no bairro Morada Nova. Ao chegarem ao local, a paciente recebeu os militares e alegou ter pegado o telefone por engano, autorizando a entrada da equipe no imóvel.
O celular foi encontrado na sala, em cima do rack, e prontamente reconhecido pelo proprietário. No entanto, durante a vistoria, os policiais perceberam um odor intenso de maconha emanando dos fundos da residência, o que despertou suspeitas adicionais.
Descoberta de laboratório improvisado para cultivo de drogas
Ao investigarem a origem do cheiro, os militares descobriram um cômodo adaptado como laboratório para o cultivo de maconha. No espaço, havia uma estufa montada de forma improvisada, equipada com sistema de ventilação e iluminação artificial, onde aproximadamente 20 pés de maconha estavam sendo cultivados. A estrutura demonstrava um nível de organização que indicava atividades criminosas mais complexas do que o furto inicial.
Conforme a polícia relatou, o filho da mulher, de 38 anos, chegou à residência durante a ocorrência e assumiu a responsabilidade pelo cultivo. Ele foi preso em flagrante por tráfico de drogas na noite de quarta-feira (1º) e, de acordo com os militares, admitiu ter passagem anterior pelo mesmo crime. A mãe também foi detida, especificamente pelo furto do celular.
Prisões ratificadas e encaminhamento para delegacia
Ambos os indivíduos foram encaminhados para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil, onde tiveram suas prisões ratificadas. A ação contou com a participação de equipes do 32º Batalhão da Polícia Militar, incluindo o Pelotão Tático Móvel e o Grupo Especializado em Patrulhamento com Motocicletas (Gepmor), destacando a coordenação entre diferentes unidades para lidar com a situação.
Este caso ilustra como investigações de crimes aparentemente menores podem desvendar redes criminosas mais extensas, reforçando a importância do trabalho policial meticuloso. As autoridades continuam a investigar possíveis conexões com outras atividades ilegais na região, enquanto a comunidade local reflete sobre os riscos associados a tais descobertas em áreas residenciais.



