Funcionário público é preso por importunação sexual dentro de escola municipal em Arealva
Um funcionário público municipal, de 62 anos, foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira (10) dentro da Diretoria de Educação de Arealva, no interior de São Paulo. O caso foi registrado na Delegacia de Arealva e envolve acusações graves de importunação sexual contra uma colega de trabalho.
Vítima relatou comentários constrangedores e insinuações sexuais
Segundo informações da Polícia Civil, a vítima, uma servidora municipal de apenas 25 anos, apresentou queixa detalhada sobre o comportamento inadequado do colega João Carlos Souza. Ela afirmou que vinha sendo alvo de comentários de cunho sexual, insinuações constrangedoras e falas explícitas sobre seu corpo e vestimentas desde o início da convivência profissional.
Os episódios ocorreram inclusive na presença de outras funcionárias, o que demonstra a gravidade e a frequência das situações relatadas. O boletim de ocorrência registra que as conversas continham conteúdo sexual explícito e observações inapropriadas sobre a aparência física da vítima.
Testemunhas confirmaram padrão de comportamento e repreensões anteriores
Colegas de trabalho ouvidas pela polícia corroboraram integralmente os relatos da vítima. As testemunhas afirmaram que os comentários inadequados eram recorrentes e que já haviam sido repreendidos por outros funcionários em ocasiões anteriores, mas mesmo assim continuaram acontecendo de forma persistente.
Diante das evidências coletadas, a autoridade policial entendeu haver elementos suficientes para caracterizar o crime de importunação sexual, conforme previsto na legislação brasileira. O homem foi então detido em flagrante e encaminhado para a Cadeia de Avaí (SP), onde permanece à disposição da Justiça aguardando as próximas etapas processuais.
Acusado negou as alegações e classificou falas como "elogios"
Durante o interrogatório, o funcionário público de 62 anos negou veementemente as acusações de importunação sexual. Ele argumentou que suas falas eram apenas "elogios" e não tinham conotação sexual ou constrangedora. No entanto, a polícia considerou que o conjunto de provas e depoimentos contradizia essa versão dos fatos.
Prefeitura de Arealva se posiciona e anuncia medidas administrativas
Em nota oficial divulgada após a prisão, a Prefeitura de Arealva informou que aguarda o recebimento dos autos do boletim de ocorrência para instaurar um processo administrativo completo com o objetivo de apurar todos os fatos relatados.
A administração municipal deixou claro que repudia qualquer tipo de assédio, especialmente o assédio sexual no ambiente de trabalho. A prefeitura destacou ainda que adotará todas as medidas cabíveis com responsabilidade, transparência e total respeito à legislação vigente, garantindo um ambiente profissional seguro e respeitoso para todos os servidores.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes e deve servir como alerta sobre a importância do combate ao assédio sexual em instituições públicas e privadas em todo o país.
