Funcionário do Saae de Piumhi é preso por matar chefe após advertência no trabalho
Funcionário mata chefe após advertência em Piumhi, MG

Funcionário do Saae de Piumhi é preso por matar chefe após advertência no trabalho

Um funcionário do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Piumhi, localizada no Centro-Oeste de Minas Gerais, foi preso em flagrante na segunda-feira, dia 7, acusado de assassinar seu chefe imediato. O crime teria sido motivado por uma advertência recebida pelo suspeito por se recusar a cumprir uma ordem de serviço.

Detalhes da prisão e localização do suspeito

O operador de máquinas Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos, foi localizado pela Polícia Militar na cidade de Pedra do Indaiá, situada a aproximadamente 100 quilômetros de distância de Piumhi. Na ocasião da prisão, ele estava acompanhado por outras duas pessoas que foram detidas para prestar esclarecimentos, ouvidas pelas autoridades e posteriormente liberadas. A arma utilizada no crime foi encontrada e apreendida pelos policiais.

A vítima e o encaminhamento do corpo

A vítima fatal foi identificada como José Wilson de Oliveira, de 60 anos, que ocupava o cargo de chefe do Setor de Operação, Manutenção e Expansão do Saae em Piumhi. Seu corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade de Passos, localizada na região Sul do estado de Minas Gerais. Até o momento, não há informações sobre um possível contato estabelecido com a defesa do suspeito.

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Relato da esposa e cenas do crime

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a esposa de José Wilson relatou ter ouvido o primeiro disparo e corrido imediatamente até a garagem de sua residência. Lá, ela encontrou o marido caído no chão e o suspeito parado em frente ao portão, ainda segurando a arma em suas mãos. Segundo o depoimento da mulher, Sinésio teria perguntado de forma ameaçadora: "Tá bom só esse, ou você quer mais um?". Em seguida, o homem atirou para o alto e fugiu do local.

Imagens de monitoramento e sequência dos fatos

As imagens capturadas pelas câmeras de monitoramento, recolhidas pela Polícia Militar, registraram que por volta das 16h15 o suspeito chegou à casa da vítima e tocou a campainha, sendo atendido pelo próprio colega de trabalho. As gravações mostraram também o momento em que Sinésio retirou a arma da cintura, adentrou a residência e, poucos segundos depois, saiu correndo com a arma ainda em suas mãos.

Declarações da administração do Saae

Valdeti Aparecida Oliveira Leite, chefe Administrativo e Financeiro do Saae, confirmou que o crime ocorreu após o horário de expediente e fora das dependências da autarquia. Ela explicou que o operador de máquinas foi até a casa do chefe e efetuou os disparos, fugindo em seguida. José Wilson chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.

Valdeti expressou profundo pesar pelo ocorrido e destacou que ambos os funcionários trabalhavam no Saae há mais de 15 anos, sendo muito queridos pelos demais colegas. "Estamos todos muito tristes. Não imaginávamos que isso fosse acontecer. Eu fui vizinha do José Wilson por muitos anos, antes mesmo de ele trabalhar no Saae eu já o conhecia, morei ao lado da casa dele e me mudei tem quatro meses só, então a gente tinha uma convivência diária. Não é porque ele morreu, mas ele era uma pessoa muito humilde, muito humano, de um coração que não existe", afirmou emocionada.

Perfil do suspeito e histórico de advertências

Ainda segundo Valdeti, apesar de ser reconhecido como um profissional competente, Sinésio possui um temperamento considerado difícil e explosivo. Ela revelou que não era a primeira vez que o funcionário recebia uma advertência por se recusar a cumprir uma ordem. "O Sinésio é um operador de máquina muito bom, na cidade não se encontra outro igual, mas ele é explosivo. Se achasse que não tinha que fazer alguma coisa, ele não fazia. Portanto, nós temos outras advertências dele, notificação, reunião em ata, tudo para ver se melhorava. Ele é bom funcionário, mas com um gênio difícil, não aceita cobranças", concluiu a chefe administrativa.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca apurar todos os detalhes e motivações por trás deste trágico episódio que abalou a comunidade de Piumhi e o ambiente de trabalho do Saae local.

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