Fuga de presídio no Tocantins completa um mês: serial killer e comparsa seguem foragidos
Um mês após uma fuga ousada da Unidade de Tratamento Penal de Cariri, localizada na região norte do Tocantins, dois homens considerados de alta periculosidade continuam foragidos. O caso, que ocorreu em 25 de dezembro, envolve Renan Barros da Silva, de 26 anos, conhecido como serial killer, e seu comparsa Gildásio Silva Assunção, de 47 anos.
Detalhes da fuga e mobilização policial
Os presos conseguiram escapar após serrarem as grades de uma das celas e pularem o alambrado da unidade usando uma corda improvisada com lençóis. A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins informou que as forças policiais permanecem mobilizadas nas buscas pelos foragidos. A pasta fez um apelo à população, solicitando que qualquer informação sobre o paradeiro dos homens seja denunciada imediatamente.
Periculosidade dos foragidos e histórico criminal
Renan Barros da Silva foi condenado a 72 anos de prisão por matar três homens e deixar outro ferido em Araguaína, em crimes ocorridos na madrugada de 27 de maio de 2021. Segundo investigações, ele também é suspeito de outros dois homicídios no Tocantins e um no Maranhão. Gildásio Silva Assunção responde por homicídio. Ambos os indivíduos são integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), o que aumenta os riscos associados à sua fuga.
Estrutura do presídio e investigações em andamento
A Unidade de Tratamento Penal de Cariri, construída com um investimento de aproximadamente R$ 32 milhões e entregue em 2020, possui capacidade para 576 vagas. Foi erguida com tecnologia modular, que oferece resistência três vezes maior que construções convencionais, visando dificultar o acesso a metais para fabricação de armas ou ferramentas. No entanto, a fuga levantou questões sobre como os materiais para serrar as grades foram introduzidos no local. As autoridades estaduais investigam as circunstâncias, incluindo o fato de que os dois presos haviam sido transferidos de pavilhão pouco antes da fuga e estavam alojados em cela separada por questões disciplinares.
Impacto na segurança pública e apelo à comunidade
Com a fuga completando um mês, a situação permanece crítica para a segurança pública na região. A polícia reforça a importância da colaboração da população para localizar os foragidos, destacando que ambos representam uma ameaça significativa devido aos seus históricos violentos e ligação com o crime organizado. O caso tem gerado preocupação entre moradores e autoridades, que monitoram de perto os desdobramentos.