Frentista preso após inventar assalto para esconder prejuízo de golpe em posto de BH
Frentista preso por falsa comunicação de crime após golpe em BH

Um frentista de um posto de combustíveis foi preso pela Polícia Militar após sofrer um golpe e, em seguida, inventar uma história de assalto para tentar evitar o prejuízo financeiro. O caso ocorreu na manhã de sexta-feira, 2 de agosto, no bairro Barro Preto, localizado na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, capital mineira.

Versão do suposto crime levantou suspeitas

Segundo relatos da PM, uma equipe foi enviada ao estabelecimento comercial após o trabalhador solicitar ajuda, alegando ter sido vítima de um assalto na noite anterior. O frentista afirmou que um homem se aproximou por trás, colocou uma arma em suas costas e levou aproximadamente R$ 230 em dinheiro.

No entanto, a narrativa apresentada pelo funcionário chamou a atenção dos policiais militares devido a uma inconsistência crucial: ele só acionou a corporação cerca de oito horas depois do suposto crime ter ocorrido. Esse atraso no registro da ocorrência levantou dúvidas sobre a veracidade dos fatos relatados.

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Confissão veio após ameaça de verificação de imagens

Durante a conversa com os militares, os agentes informaram que iriam verificar as imagens do sistema de monitoramento Olho Vivo, além das câmeras de segurança do próprio posto de combustíveis. Diante dessa possibilidade, o trabalhador decidiu confessar a verdade.

Ele admitiu que não havia sido assaltado, mas sim que caiu em um golpe de estelionato e inventou a história por medo de ser punido no ambiente de trabalho. O frentista revelou que, por volta das 23h de quinta-feira, 1º de agosto, um homem de aproximadamente 50 anos pediu que ele passasse R$ 200 no cartão de débito, prometendo devolver o valor em dinheiro como um café pelo serviço prestado.

Vale ressaltar que essa prática é expressamente proibida no estabelecimento onde o funcionário atuava, configurando uma violação das normas internas.

Detalhes do golpe aplicado ao frentista

O golpista entregou um cartão e solicitou ao frentista que cobrasse R$ 260 na máquina de cartão. Enquanto abastecia um veículo, o trabalhador digitou a quantia e entregou o equipamento ao cliente. Ao retornar, ele recebeu um comprovante de R$ 260,15 e repassou os R$ 200 em dinheiro ao homem.

Só depois dessa transação é que o frentista percebeu a artimanha: o golpista cancelou a operação no cartão, imprimiu o comprovante de outra compra e fugiu do local rapidamente. O funcionário também afirmou aos policiais que não tinha condições financeiras de arcar com o prejuízo causado ao posto, o que o levou a tomar a decisão equivocada de falsificar a comunicação do crime.

Prisão e liberação do acusado

Após a admissão da farsa, o frentista recebeu voz de prisão por falsa comunicação de crime, um delito previsto no Código Penal brasileiro. Ele foi conduzido para a sede da 5ª Companhia da Polícia Militar, situada na Rua Guajajaras, no bairro Santo Agostinho, também em Belo Horizonte.

No local, o acusado assinou um termo de compromisso, se comprometendo a comparecer à Justiça quando for notificado oficialmente. Em seguida, ele foi liberado, aguardando as próximas etapas do processo legal.

Este caso serve como um alerta sobre as consequências de tentar encobrir erros com atitudes ilegais, destacando a importância da transparência e da responsabilidade no ambiente de trabalho, mesmo em situações de pressão ou medo.

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