Farmacêutico é preso por desviar insulinas de hospital para cadeia feminina em Mato Grosso
Um farmacêutico de 48 anos, que atuava no Hospital Regional de Rondonópolis, em Mato Grosso, foi preso nesta sexta-feira, dia 30, sob suspeita de furtar 10 ampolas de insulina da unidade de saúde. O caso ganhou destaque após a polícia descobrir que o profissional também trabalhava na Cadeia Pública Feminina da cidade, para onde teria levado os medicamentos desviados.
Investigação e prisão do suspeito
De acordo com as investigações da Polícia Civil, as autoridades receberam denúncias anônimas que apontavam para o possível desvio de medicamentos. Após análise, os policiais identificaram que o farmacêutico atuava em ambos os locais: no hospital regional e na cadeia feminina. A investigação apurou que ele teria furtado as insulinas do hospital com a intenção de repassá-las para as reeducandas do presídio.
Diante das evidências, a polícia se dirigiu até a cadeia pública feminina, onde encontrou um lote de medicações que correspondia exatamente ao que havia sido furtado do Hospital Regional de Rondonópolis. Pouco tempo depois, os agentes localizaram o farmacêutico e o conduziram até a delegacia para prestar esclarecimentos.
Defesa do suspeito e acusações
Durante o interrogatório, o suspeito admitiu ter pegado as insulinas, mas negou qualquer intenção de venda do produto. Ele alegou que as levaria para as reeducandas da cadeia feminina, justificando a ação como um ato de ajuda. No entanto, a polícia não encontrou indícios que corroborassem essa versão, e o caso segue sob investigação.
O farmacêutico deve responder pelo crime de peculato, que consiste em se apropriar ou desviar um bem público em razão do cargo, em proveito próprio ou de terceiros. Essa acusação é grave e pode resultar em penalidades severas, incluindo prisão e multas.
Silêncio das autoridades e impacto na saúde pública
O g1 e a TV Centro América tentaram contato com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e a Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) para obter mais informações sobre o caso. Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno por parte dessas instituições, o que levanta questões sobre a transparência e a fiscalização nos serviços públicos de saúde e segurança.
Esse incidente destaca vulnerabilidades no controle de medicamentos em instituições públicas, especialmente em um contexto onde a insulina é um recurso essencial para pacientes diabéticos. O desvio de tais medicamentos pode comprometer o atendimento adequado e a saúde de quem depende desses insumos.
Conclusão e próximos passos
A Polícia Civil continua investigando o caso para apurar todos os detalhes e possíveis envolvidos. A recuperação das insulinas foi um passo importante, mas especialistas alertam para a necessidade de reforçar os mecanismos de segurança e auditoria em hospitais e presídios para evitar futuros desvios.
Enquanto isso, o farmacêutico permanece preso, aguardando as decisões judiciais. O episódio serve como um alerta para a importância da ética profissional e da responsabilidade no manejo de recursos públicos, que devem ser destinados exclusivamente ao bem-estar da população.