A família de Daiane Alves de Souza, uma corretora de imóveis de 43 anos, luta por um enterro digno após seu corpo ser encontrado em Caldas Novas, Goiás, passados mais de 40 dias de seu desaparecimento. A mãe da vítima, Nilse Alves, em entrevista à TV Anhanguera, expressou profunda dor e revolta, enquanto detalha os conflitos que antecederam a tragédia.
Conflitos com síndico descritos como autoritário
Nilse Alves afirmou que o síndico do prédio onde Daiane residia, Cléber Rosa de Oliveira, agia como se fosse o rei do condomínio. Segundo seu relato, ele mandava e desmandava no local, exercendo uma autoridade absoluta que gerava tensões há aproximadamente um ano.
Ele era o rei aqui desse prédio. Mandava, desmandava, a caneta era dele. Ele sentava no trono, literalmente, disse Nilse, acrescentando que Cléber perseguia a filha e tentava forçar sua saída do imóvel. Queria tirar a Daiane daqui e conseguiu, mas trocou o trono dele por uma cela, completou, referindo-se à prisão do suspeito.
Desaparecimento e descoberta do corpo
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após descer ao subsolo do prédio para verificar uma queda de energia. Seu corpo foi localizado posteriormente em uma área de mata, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. A Polícia Civil prendeu Cléber e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, com o caso sendo investigado como homicídio e ocultação de cadáver.
Angústia familiar durante buscas
Nilse descreveu os 43 dias de desaparecimento como um período de pré-luto, medo e desespero. Ela revelou que a família chegou a temer não conseguir sequer localizar o corpo para um sepultamento adequado. A gente correu um risco muito grande de não encontrar o corpo dela, afirmou, destacando a luta emocional enfrentada.
O corpo de Daiane foi encaminhado para Goiânia, e a família aguardava a liberação para realizar a cerimônia de despedida. Não é justo você colocar uma filha no mundo e depois não ter condição nem de fazer um sepultamento digno, lamentou Nilse, enfatizando a busca por justiça e respeito.
Sentimentos de alívio e revolta
Com o avanço das investigações e a prisão dos suspeitos, Nilse afirmou sentir uma mistura de alívio, revolta e dor. É revolta de mãe. A gente tem fé, mas não tem como não se revoltar, concluiu, refletindo sobre a complexidade emocional após a elucidação do crime. O caso continua sob investigação, com a família e a comunidade aguardando mais detalhes sobre as motivações e circunstâncias do homicídio.