Família cobra justiça após morte de jovens em entrega de tijolos no Acre
Família cobra justiça por morte de jovens em obra no Acre

Família exige respostas após morte de jovens durante entrega de tijolos em Rio Branco

Passadas quase duas semanas da execução de Gustavo Gabriel Bezerra Soster, de 17 anos, e Daniel Dourado de Sousa, de 22 anos, durante uma entrega de tijolos no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, nenhuma prisão foi realizada até o momento. A Polícia Civil confirmou que as investigações seguem em andamento, mas a família de Daniel revelou ao g1 que ainda não foi ouvida oficialmente.

Dor e indignação da família

Uma prima de Daniel, que preferiu não se identificar, expressou a angústia da família: "Até agora estamos sem saber de nada. Meu primo nunca participou de nada errado, tiraram o sonho dele que era trabalhar para construir a casinha e dar um teto para filha que chama por ele todos os dias. A tristeza só aumenta e a decepção, também". Ela acrescentou que não conhecia Gustavo, também vítima do ataque, mas viu a mãe dele durante o reconhecimento dos corpos no Instituto Médico Legal (IML).

Detalhes do crime

Os jovens trabalhavam em uma cerâmica e foram ao conjunto habitacional fazer uma entrega de tijolos em um canteiro de obras. Durante a atividade, criminosos se aproximaram, renderam os trabalhadores e os sequestraram, levando-os para a lateral da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Lá, os bandidos confiscaram os celulares das vítimas em busca de símbolos de uma facção rival.

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Conforme o delegado Alcino Sousa, coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na época, os criminosos afirmaram que pelo menos duas das vítimas pertenciam a uma facção adversária após verificar os telefones, o que levou à execução. A Polícia Militar isolou a área e acionou o Samu para confirmar as mortes, enquanto os criminosos destruíram câmeras de segurança próximas ao local para dificultar a investigação.

Investigação em andamento

A prima de Daniel enfatizou a necessidade de justiça: "Queremos justiça pelo meu primo e por outras mortes que acontecem. Isso não pode ficar impune, meu primo era uma pessoa muito boa". A reportagem não conseguiu contato com os familiares de Gustavo Gabriel, mas a DHPP mantém o caso sob apuração, sem novas informações sobre possíveis suspeitos ou avanços significativos.

O caso continua a gerar comoção na comunidade, com apelos por uma solução rápida e transparente das autoridades policiais.

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