Câmeras registram execução após batida simulada em Contagem; polícia investiga agiotagem
Execução após batida simulada em Contagem; polícia investiga agiotagem

Câmeras de segurança flagram execução brutal após batida forjada em Contagem

Um homem de 33 anos, suspeito de atuar como agiota, foi executado a tiros na noite desta terça-feira (2) no bairro Eldorado, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime ocorreu após a vítima marcar um encontro para cobrar uma dívida, segundo informações da Polícia Militar.

Momento da execução capturado por câmeras de segurança

Um circuito de câmeras de segurança registrou o momento exato do homicídio. As imagens mostram a vítima dentro de um carro estacionado na Avenida José Faria da Rocha quando outro veículo colide intencionalmente na traseira do automóvel.

Ao descer para conversar com o motorista envolvido na batida, o homem foi surpreendido por disparos de arma de fogo e morreu no local. O suspeito ainda desceu do veículo e efetuou mais tiros contra a vítima, que já estava caída no chão, em uma cena de extrema violência.

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Após o crime, o assassino fugiu em direção à Avenida Norte Sul, também em Contagem, deixando para trás um cenário de horror que agora é investigado pela Polícia Civil.

Crime pode ter relação direta com cobrança de dívidas

Segundo a Polícia Militar, uma mulher de 33 anos que estava com a vítima no momento do crime relatou que eles estavam conversando dentro do veículo quando sofreram a colisão provocada pelo outro carro. Ela é considerada suspeita pelas autoridades, de acordo com o registro policial.

A testemunha afirmou que o homem saiu do veículo após a batida e, em seguida, ela ouviu os disparos. Assustada, correu para se esconder em uma borracharia próxima ao local do crime.

A suspeita disse à polícia que, ao retornar ao carro, pegou seu celular e o da vítima, ligando imediatamente para o marido para informar sobre o homicídio. Em seu depoimento, ela sugeriu que a motivação do assassinato poderia estar relacionada à atuação do homem como agiota.

Versões conflitantes e investigações em andamento

O caso ganhou contornos ainda mais complexos com o depoimento de familiares e conhecidos da vítima. O irmão do homem assassinado chegou ao local do crime exaltado e acusou diretamente a mulher de estar envolvida com o homicídio.

Já a noiva da vítima contou à PM que jantava com ele quando o noivo recebeu uma ligação da suspeita, solicitando um encontro para o pagamento de uma dívida. Inicialmente, o homem teria recusado o encontro, mas depois mudou de ideia e decidiu encontrá-la.

Um amigo da vítima também prestou depoimento à polícia, revelando que no dia 31 de janeiro almoçou com o homem, que teria confidenciado sobre uma mulher que devia dinheiro a ele e com quem enfrentava dificuldades para cobrar o valor devido.

Provas coletadas e próximos passos da investigação

O celular da vítima, que continha registros de valores em dinheiro e possíveis evidências sobre suas atividades, foi apreendido pela polícia para análise. O corpo do homem foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte para realização de exames periciais.

O caso, que chocou moradores da região, segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes do crime, incluindo a possível participação da mulher que estava no local e as circunstâncias que levaram à execução brutal.

A batida simulada, capturada claramente pelas câmeras de segurança, sugere um planejamento meticuloso do crime, indicando que os assassinos podem ter estudado os movimentos da vítima antes de agir.

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