Polícia investiga estupro coletivo de adolescente em Copacabana e busca por cinco suspeitos
Estupro coletivo em Copacabana: polícia busca 5 suspeitos, incluindo menor

Polícia do Rio investiga estupro coletivo em Copacabana e busca cinco suspeitos

A polícia civil do Rio de Janeiro está apurando um caso de estupro coletivo contra uma adolescente ocorrido em Copacabana, na Zona Sul da cidade. As investigações buscam por quatro homens e um menor de idade, todos suspeitos de participação no crime. O caso, registrado na terça-feira (3), chama a atenção pelo perfil dos envolvidos, que inclui estudantes de instituições de ensino tradicionais do estado.

Suspeitos têm vínculos com instituições de prestígio no Rio

O grupo investigado é composto por jovens que estudam em boas instituições da cidade, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio) e o Colégio Pedro II, um dos mais tradicionais do Rio. Um dos suspeitos é filho de um subsecretário do governo estadual e está foragido, segundo informações da polícia. As autoridades trabalham para identificar todos os envolvidos e esclarecer os detalhes do crime.

Detalhes sobre os principais suspeitos no caso

Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, está foragido e é investigado no estupro coletivo de Copacabana e em, pelo menos, mais um caso similar. A vítima relatou ter sido abusada por ele, conforme o registro policial. Vitor Hugo é filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Além disso, ele é estudante do Colégio Pedro II.

Mattheus Veríssimo Zoel Martins está preso e é investigado em mais um caso de estupro coletivo. Na segunda-feira (2), outra jovem procurou a polícia e denunciou ter sido estuprada por pelo menos dois réus acusados no caso de Copacabana. Segundo o relato, o crime teria ocorrido quando ela tinha 14 anos, e atualmente a vítima está com 17. Mattheus é ex-aluno do colégio Intellectus, unidade Botafogo, e concluiu os estudos em 2024. Ele também é atleta do S.C. Humaitá, vinculado à categoria sub-20.

João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, é jogador de futebol e foi preso nesta terça-feira (3). Ele estava jogando no Serrano FC, que anunciou o afastamento imediato do jogador e a suspensão de seu contrato após a expedição do mandado de prisão. As investigações continuam para apurar seu envolvimento no caso.

Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, está foragido. Ele é estudante de Ciências Ambientais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio), que anunciou a suspensão dele por 120 dias. Com isso, fica vedada a circulação de Bruno em qualquer área de convivência da universidade, incluindo salas de aula, laboratórios de ensino ou de pesquisa.

Há ainda um menor de idade investigado no caso, que não teve seu nome revelado devido à legislação. Ele é estudante do Colégio Pedro II, e até a última atualização, não havia registro de mandado de apreensão contra ele. A polícia segue com as buscas e investigações para localizar todos os suspeitos e coletar evidências.

Investigações avançam com depoimentos e provas

O delegado responsável pelo caso confirmou que a investigação foi iniciada com base no depoimento da vítima, que detalhou os abusos sofridos. Além disso, há relatos de que imagens do crime podem ter sido gravadas e divulgadas, o que está sendo apurado pelas autoridades. A polícia está coletando testemunhos e examinando provas para fortalecer o caso e garantir a responsabilização dos envolvidos.

As instituições de ensino vinculadas aos suspeitos, como a Unirio e o Colégio Pedro II, já se pronunciaram sobre o caso, suspendendo os estudantes envolvidos e cooperando com as investigações. A sociedade civil e organizações de direitos humanos têm acompanhado o caso de perto, exigindo justiça e medidas para prevenir crimes similares no futuro.