Polícia prende suspeito em esquema de R$ 850 milhões contra herança do fundador do Objetivo
Esquema de R$ 850 mi contra herança do fundador do Objetivo

Operação policial desarticula tentativa de golpe milionário contra herança de fundador do Grupo Unip-Objetivo

A Polícia Civil efetuou a prisão de um indivíduo e está em busca de outros oito suspeitos envolvidos em um elaborado esquema que visava aplicar um golpe de aproximadamente R$ 850 milhões sobre a herança do fundador do Grupo Unip-Objetivo, em São Paulo. A investigação, que ganhou contornos de urgência, revela uma trama complexa de falsificações e simulações de negócios.

Vazamento de informações pode ter permitido fuga de suspeitos

Conforme apurações do Ministério Público, os investigados conseguiram fugir após um possível vazamento de informações sobre a operação policial, ocorrido antes do cumprimento dos mandados de prisão. A Justiça havia decretado nove prisões temporárias, mas até o momento apenas Jorge Alberto Rodrigues de Oliveira foi capturado, sendo apontado como um facilitador do grupo criminoso.

Promotores envolvidos no caso indicam que há fortes indícios de que o vazamento tenha se originado no cartório responsável por inserir os mandados no Sistema Nacional de Prisões. A suspeita é de que não tenham sido implementadas as devidas restrições de acesso ao sistema, permitindo que pelo menos um dos investigados visualizasse a ordem de prisão e alertasse os demais integrantes do esquema.

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Investigação teve início com denúncia sobre cobranças fraudulentas

A apuração policial começou após um representante do inventário do empresário João Carlos Di Gênio, fundador do grupo educacional, procurar as autoridades ao receber cobranças relacionadas a uma suposta compra de imóveis na cidade de Piraju, no interior do estado de São Paulo. Segundo as investigações, o negócio fraudulento envolveria um total de 486 imóveis.

O sócio do empresário negou categoricamente ter realizado qualquer transação do tipo, e uma perícia técnica posterior confirmou que a assinatura apresentada nos documentos era falsificada. A Polícia Civil apurou ainda que o grupo criminoso teria montado uma estrutura sofisticada para conferir aparência de legalidade ao golpe.

Entidade de fachada era usada para dar credibilidade ao esquema

Um dos elementos centrais da fraude seria o uso de uma entidade denominada Fonamsp (Fórum de Negócios e Finanças Internacionais e Nacionais por Arbitragem e Mediação Ltda), que funcionava como uma fachada para legitimar documentos e negociações simuladas. Durante o cumprimento de mandados de busca em um dos endereços ligados ao grupo, os policiais encontraram o local praticamente vazio, sem computadores ou documentos relevantes.

Entre os foragidos está Aline Cordeiro de Oliveira Boaventura, que se apresentava publicamente como “juíza mediadora”. Também são intensamente procurados pelas autoridades:

  • Anani Cândido de Lara
  • Luiz Teixeira da Silva Júnior
  • Wagner Rossi Silva
  • Patrícia Alejandra Ormart Barreto
  • Camila Mariana Alejandra Piaggio Nogueira Ormat
  • Carlos Xavier Lopes
  • Rubens Maurício Bolorino

Valor do golpe ultrapassa R$ 845 milhões e caso segue em investigação

De acordo com as investigações em andamento, o grupo criminoso tentava receber cerca de R$ 845 milhões por meio da falsa negociação imobiliária. O caso continua sob rigorosa apuração, e a Polícia Civil realiza buscas incessantes para localizar e capturar os demais suspeitos envolvidos neste esquema de grande magnitude financeira.

A complexidade da operação, que envolve falsificação de assinaturas, manipulação de procedimentos arbitrais e a criação de uma estrutura empresarial de fachada, demonstra o nível de sofisticação empregado pelos criminosos. As autoridades reforçam o compromisso de apurar todas as responsabilidades e garantir que a justiça seja feita neste caso que chocou o meio empresarial paulista.

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