Empresária é assassinada a tiros em hotel de Aracaju; companheiro, diretor de presídio, é o principal suspeito
A empresária Flávia Barros, de 38 anos, foi vítima de um assassinato a tiros dentro de um quarto de hotel em Aracaju, capital de Sergipe, no último domingo (22). O principal suspeito do crime é o companheiro dela, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, que atua como diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia. Segundo informações da Polícia Militar de Sergipe, o homem foi encontrado ferido no local após uma suposta tentativa de suicídio, levantando a suspeita de que ele tenha atirado contra a vítima e, em seguida, disparado contra si mesmo.
Detalhes do crime e estado do suspeito
Tiago Sóstenes foi socorrido imediatamente e transportado ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde permanece internado em estado grave. Enquanto isso, o corpo de Flávia Barros foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames periciais. Até o momento, informações sobre velório e sepultamento ainda não foram confirmadas, aguardando a conclusão dos procedimentos legais.
Perfil da vítima e relacionamento com o suspeito
Flávia Barros era natural da Bahia, residia em Paulo Afonso e atuava no setor de soluções financeiras, com foco especializado na quitação de dívidas. Além de sua carreira como empresária, ela cursava o quarto período de Direito no Centro Universitário UniRios, instituição que já divulgou uma nota de pesar pela sua morte prematura. De acordo com relatos de pessoas próximas, o relacionamento entre Flávia e Tiago era relativamente recente. Embora já se conhecessem desde novembro do ano passado, o pedido formal de namoro havia sido feito há poucos dias, durante as comemorações do aniversário da vítima, celebrado em 15 de março.
Contexto da viagem e investigações em andamento
O casal havia viajado juntos para a capital sergipana, onde participou de um show do cantor Rey Vaqueiro na noite de sábado (21), véspera do crime trágico. As circunstâncias exatas e a motivação por trás do assassinato seguem sob rigorosa investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes do caso. Tiago Sóstenes, além de policial penal, é bacharel em Direito. Conforme a Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia, ele não possui registros de processos administrativos disciplinares e apresentava um histórico funcional considerado regular, sem indícios prévios de comportamento incompatível com suas funções.
A comunidade local e os familiares aguardam ansiosamente por mais informações, enquanto as autoridades policiais trabalham para desvendar este caso chocante de violência que abalou a região.



