Drone registra momento exato da prisão de Adilsinho em mansão luxuosa
As imagens aéreas capturadas por um drone revelaram os instantes decisivos da prisão de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, um dos bicheiros mais procurados do Rio de Janeiro. A operação ocorreu na manhã desta quinta-feira, 26 de setembro, em uma mansão de alto padrão localizada em Cabo Frio, na Região dos Lagos, pondo fim a anos de intensa busca pelas forças de segurança.
Sequência detalhada da captura filmada do ar
O equipamento de monitoramento aéreo documentou toda a ação, começando com o pouso do helicóptero policial no terreno da propriedade. Momentos antes do cerco, as imagens mostravam Adilsinho se exercitando tranquilamente, correndo ao redor da piscina da residência. No entanto, quando a equipe tática adentrou pelo portão principal, o cenário mudou drasticamente.
O bicheiro, percebendo a invasão, acelerou o passo e correu em direção ao fundo do quintal, na tentativa de escapar. Diego D’arribada Rebello de Lima, policial militar que atuava como segurança pessoal de Adilsinho, seguiu imediatamente atrás do patrão. Em questão de segundos, Adilsinho parou abruptamente, colocou as mãos atrás da cabeça e se deitou no chão, onde foi rendido por agentes fortemente armados.
Ambos, o bicheiro e o PM, foram presos no local. Ricardo Braga, advogado de defesa de Adilsinho, afirmou que seu cliente estava apenas realizando exercícios físicos dentro de sua própria residência, seguindo orientações médicas. "A prisão transcorreu com total tranquilidade, sem qualquer intercorrência. Ele mantém sua confiança na Justiça e irá comprovar sua inocência em todos os processos judiciais em andamento", declarou o profissional.
Histórico criminal extenso e acusações graves
Adilsinho é reconhecido como uma figura de destaque na cúpula do jogo do bicho no estado do Rio de Janeiro, controlando operações ilegais em áreas nobres como a Zona Sul, o Centro e a Zona Norte da capital. Além disso, ele é apontado pelas investigações como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados em todo o território fluminense.
Contra o contraventor, existiam cinco mandados de prisão em aberto, incluindo:
- Na Justiça Federal, como suposto chefe da máfia dos cigarros;
- Na Justiça do Rio de Janeiro, como acusado de ser mandante da execução de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, rival no mundo da contravenção;
- Na Justiça do Rio de Janeiro, como mandante do assassinato de Fábio Alamar Leite;
- Na Justiça do Rio de Janeiro, como mandante da morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira.
Adicionalmente, um inquérito sigiloso tramita na Justiça Federal, e a polícia investiga a possível participação de Adilsinho em pelo menos 27 crimes cometidos por um grupo de extermínio, envolvendo homicídios e tentativas de assassinato. As autoridades descrevem o bicheiro como uma das figuras mais perigosas e sanguinárias do crime organizado no estado.



