Seis anos após crime brutal, investigação revela detalhes de duplo homicídio em lava-car de Ponta Grossa
A investigação sobre o duplo homicídio ocorrido em um lava-car de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, foi finalmente concluída após seis longos anos. O caso, que chocou a região em 30 de setembro de 2020, teve suas circunstâncias detalhadas pelas autoridades policiais, revelando uma trama envolvendo disputa territorial do tráfico de drogas.
Emboscada fatal registrada em câmeras de segurança
O crime foi completamente registrado por câmeras de segurança do estabelecimento, com toda a ação durando menos de um minuto. As imagens, consideradas fortes pelas autoridades, mostram a violência extrema do ataque, que resultou na morte de duas pessoas inocentes.
Segundo o delegado Luis Gustavo Timossi, responsável por finalizar o inquérito, os executores chegaram ao local em um veículo que havia sido roubado anteriormente em Curitiba. Dois indivíduos fortemente armados desceram do automóvel e efetuaram diversos disparos contra João Leandro Chepanski, funcionário do lava-car de apenas 22 anos.
"A vítima foi atingida na cabeça, nuca, costas e pernas, falecendo no local. Durante a ação, o proprietário do lava-car, Eurico de Oliveira Ferreira, de 50 anos, foi atingido enquanto tentava fugir, vindo a óbito", detalhou o delegado em seu relatório.Alvo específico e vítima colateral
A investigação revelou um dado crucial: o alvo dos criminosos era especificamente o funcionário João Leandro Chepanski. O proprietário Eurico de Oliveira Ferreira tornou-se uma vítima colateral, atingida pelos mais de 20 tiros disparados durante a ação violenta.
"O crime foi praticado por membros de uma organização criminosa que estava buscando domínio territorial para o tráfico de drogas; ou seja, disputando pontos de tráfico", explicou o delegado Timossi, destacando o contexto de violência associado ao narcotráfico na região.
Suspeitos identificados e indiciados
Os dois homens visualizados nas imagens de segurança praticando o crime foram devidamente identificados pelas autoridades policiais. Ambos foram indiciados por homicídio qualificado, considerando:
- Motivo torpe (baixeza moral do crime)
- Recurso que dificultou a defesa das vítimas
- Participação em organização criminosa
Um dos suspeitos possui histórico criminal por tráfico de drogas e porte ilegal de arma, enquanto o segundo já se encontra detido no sistema prisional pela prática de múltiplos crimes, incluindo:
- Tráfico de drogas
- Porte ilegal de arma de fogo
- Múltiplos homicídios
Encaminhamento ao Ministério Público
Com a conclusão do inquérito policial, o caso foi formalmente encaminhado ao Ministério Público do Paraná. Caberá agora aos promotores de justiça decidirem pelo oferecimento da denúncia formal à Justiça, dando continuidade ao processo legal que busca responsabilizar os autores do crime.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados oficialmente pelas autoridades, seguindo protocolos de investigação que visam preservar aspectos processuais. Por essa razão, as defesas dos acusados ainda não puderam ser formalmente identificadas ou contatadas para manifestação sobre as acusações.
O caso permanece como um triste exemplo da violência associada ao tráfico de drogas no interior do Paraná, com famílias aguardando justiça há seis anos desde a perda de seus entes queridos em um ataque rápido e brutal que mudou para sempre suas vidas.



