Corpo de corretora morta por síndico é transferido para Goiânia para exames
Corpo de corretora morta por síndico vai para Goiânia

Corpo de corretora morta por síndico é transferido para Goiânia para exames

O corpo da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, que havia desaparecido há mais de um mês em Caldas Novas, no sul de Goiás, foi transferido para o Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, onde será submetido a uma série de exames forenses. A informação foi confirmada pela Polícia Científica, que trabalha para liberar o corpo o quanto possível, embora o laudo completo da necropsia, incluindo a causa da morte, possa levar cerca de 10 dias para ser concluído.

Processo de identificação e necropsia

Segundo a perita criminal Núbia Miranda Vieira, em entrevista à TV Anhanguera, a identificação do corpo não deve demorar tanto, podendo ser feita rapidamente através de exames como a análise da arcada dentária ou antropológica, a menos que seja necessário o uso de DNA, o que prolongaria o processo. No entanto, a necropsia em si, que inclui uma tomografia computadorizada e outros procedimentos detalhados, é mais demorada.

Ela explicou: "A identificação não demora tanto, pode demorar um pouco, mas se for necessário só DNA. Se for por exame antropológico ou de arcada dentária, sai mais rápido. A necropsia em si, junto com o laudo de tomografia computadorizada, pode levar 10 dias".

Os exames planejados para o corpo de Daiane incluem:

  • Tomografia computadorizada
  • Exame da arcada dentária
  • Exame antropológico
  • Possível análise de DNA

Esse conjunto de procedimentos visa estabelecer tanto a identificação definitiva quanto a causa da morte, fornecendo evidências cruciais para as investigações em andamento.

Descoberta do corpo e prisões

O corpo de Daiane foi encontrado em uma área de mata, a aproximadamente 15 quilômetros de Caldas Novas, após mais de um mês de desaparecimento. A última vez que ela foi vista foi no dia 17 de dezembro, aumentando a preocupação de familiares e autoridades.

O delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pelo caso, confirmou a descoberta. Em um desenvolvimento significativo, o síndico do prédio onde a família de Daiane possui apartamentos, Cléber Rosa de Oliveira, confessou o crime e levou a polícia ao local onde o corpo foi abandonado.

Na madrugada de quarta-feira (28), Cléber e seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos pela Polícia Civil sob suspeita de assassinato. Além disso, o porteiro do prédio, cujo nome não foi divulgado, foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos, indicando que a investigação está se expandindo para envolver outras possíveis testemunhas ou cúmplices.

Contexto do caso

Este caso chocou a comunidade de Caldas Novas e tem atraído atenção nacional, destacando questões de segurança e violência em contextos urbanos. A rápida ação da polícia, baseada na confissão do síndico, permitiu a localização do corpo e a prisão dos suspeitos, mas muitos detalhes ainda aguardam os resultados dos exames forenses para esclarecer completamente as circunstâncias da morte.

Enquanto a família e amigos aguardam a liberação do corpo para os ritos fúnebres, as autoridades continuam a investigar os motivos e a dinâmica do crime, com a expectativa de que o laudo da necropsia forneça informações vitais para a justiça.