PC confirma identidade de corretora morta por síndico com exame de DNA
Corpo de corretora morta por síndico é identificado por DNA

PC confirma identidade de corretora morta por síndico com exame de DNA

O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, vítima de homicídio cometido pelo síndico do prédio onde residia, foi finalmente identificado através de exame de DNA realizado pelo Instituto Médico Legal de Goiânia (IML). A confirmação da identidade permitiu a liberação do corpo para a família, após mais de 40 dias de desaparecimento.

Desaparecimento e descoberta do crime

A tragédia começou quando Daiane desceu ao subsolo do edifício para investigar uma queda de energia, situação que se transformou em seu último ato conhecido. Seu paradeiro permaneceu desconhecido por semanas, até que investigações policiais levaram à descoberta de seu corpo em estado avançado de decomposição.

Diante das condições do cadáver, os peritos da Polícia Científica precisaram recorrer a técnicas especiais de identificação. "As análises começaram na quinta-feira e hoje a gente teve o resultado de que aquele material pertence à Daiane", explicou Patrícia Braga, coordenadora de comunicação da Polícia Científica, em entrevista à TV Anhanguera.

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Identificação através de material genético

O processo de identificação foi particularmente desafiador devido ao estado do corpo. Os especialistas extraíram material genético dos dentes da vítima para realizar a análise de DNA, método que se mostrou crucial para confirmar sua identidade com precisão científica.

Embora a identidade já tenha sido estabelecida, as investigações continuam para determinar a causa exata da morte. "A determinação da causa da morte é outro setor, que já está trabalhando em identificar a causa. Mesmo que tenhamos apenas uma ossada, a gente já identificou vestígios do que pode ter acontecido", complementou Patrícia Braga.

Autoria confessada e prisões

O síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, confessou a autoria do crime e encontra-se preso temporariamente. Seu filho, Maicon Douglas de Oliveira, também foi detido, embora sua defesa afirme que ele não teve participação no homicídio.

Segundo a defesa técnica de Cleber, os fatos ainda estão sendo apurados e o acusado mantém o compromisso de colaborar com as autoridades. A nota oficial do escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada destaca que Cleber ainda não foi ouvido pelo delegado responsável e aguarda audiência de custódia.

Defesa do filho do síndico

Os advogados de Maicon Douglas emitiram nota pública afirmando que seu cliente "não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime em questão". Eles destacam que a confissão foi feita exclusivamente pelo pai, sem conhecimento ou auxílio do filho.

Durante audiência de custódia realizada em 29 de janeiro de 2026, Maicon prestou depoimento à polícia, respondendo a todos os questionamentos de forma transparente. Sua defesa informa estar adotando "todas as medidas processuais cabíveis para restabelecer a liberdade de Maicon Douglas o mais breve possível".

Próximos passos

Com a identidade confirmada, uma equipe de Caldas Novas, na região sul de Goiás, deve transportar o corpo para a família da vítima. Enquanto isso, a polícia aguarda a conclusão de outros laudos periciais que ajudarão a reconstituir os detalhes do crime.

O caso continua sob investigação, com expectativa de que novas informações surjam à medida que os peritos concluírem suas análises e os procedimentos judiciais avançarem.

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