Quatro pessoas condenadas por latrocínio de venezuelano em Araranguá
A Justiça de Santa Catarina condenou quatro indivíduos por crimes relacionados à morte do venezuelano Keni Daniel Dias Flores, de 22 anos, que foi empurrado de um penhasco no Farol do Morro dos Conventos, em Araranguá, no Sul do estado. As penas somadas totalizam 59 anos de prisão, conforme informações do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que formalizou a denúncia contra os réus.
Detalhes das condenações e penas aplicadas
Uma mulher e um homem foram condenados por latrocínio – roubo seguido de morte – e corrupção de menores. Ambos receberam penas significativas e terão de pagar R$ 20 mil em indenização aos familiares da vítima. Eles permanecerão presos e tiveram negado o direito de recorrer em liberdade.
Outros dois homens foram condenados por receptação do carro da vítima, com penas mais brandas em regime aberto. Os nomes dos condenados não foram divulgados publicamente, mas os crimes ocorreram em março de 2025, evidenciando uma investigação rápida e eficaz.
Narrativa do crime: emboscada amorosa e execução brutal
O venezuelano foi vítima de uma armadilha elaborada. A mulher condenada fingiu interesse amoroso e marcou um encontro com ele em uma loja de conveniência de Araranguá. Lá, apresentou seus cúmplices – incluindo três adolescentes – como acompanhantes para evitar suspeitas.
O grupo ofereceu bebidas alcoólicas a Keni até que ele ficasse embriagado. Em seguida, convenceram-no a levá-los de carro até o Farol do Morro dos Conventos, local escolhido para o assassinato. Em uma área próxima ao penhasco, anunciaram o assalto, roubando as chaves do carro, carteira e celular da vítima.
Quando ordenaram que ele pulasse do penhasco e ele se recusou, o grupo o empurrou de uma altura de aproximadamente 80 metros. A queda resultou em traumatismo cranioencefálico fatal, levando à morte imediata no local.
Fuga e apreensão do veículo roubado
Após o latrocínio, os criminosos fugiram com o carro da vítima, circulando entre Balneário Arroio do Silva e Araranguá enquanto consumiam bebidas alcoólicas. No dia seguinte, a mulher e dois adolescentes viajaram para o Rio Grande do Sul com o veículo, conduzido pelo padrasto dela, que já sabia da origem ilícita do automóvel.
Em São Leopoldo, juntaram-se ao ex-padrasto da mulher, que também tinha conhecimento do roubo e tentou vender o carro a um desmanche. Entretanto, na madrugada de 10 de março, a Brigada Militar avistou o veículo em situação suspeita, abordou os ocupantes e apreendeu o automóvel.
Resumo das condenações individuais
- Mulher que atraiu a vítima: condenada por latrocínio, corrupção de menores (três vezes) e tentativa de fraude processual. Pena de 30 anos e oito meses de prisão em regime inicial fechado.
- Comparsa no local do crime: condenado por latrocínio e corrupção de menores (três vezes). Pena de 27 anos e quatro meses de prisão em regime inicial fechado.
- Padrasto da mulher: condenado por receptação. Pena de um ano de prisão em regime aberto.
- Ex-padrasto da mulher: condenado por receptação. Pena de um ano de prisão em regime aberto.
Este caso chocante, ocorrido em março de 2025, destaca a violência premeditada e a colaboração de múltiplos indivíduos, incluindo menores, em um crime que terminou com a trágica morte de um jovem imigrante venezuelano. As condenações refletem a gravidade dos atos e buscam justiça para a vítima e sua família.