Réu é condenado por ataque a tiros em Açailândia após tentativa de homicídio e resistência à prisão
Condenado por ataque a tiros em Açailândia após tentativa de homicídio

Condenação por ataque violento em Açailândia envolve tentativa de homicídio e resistência à polícia

O réu Alan de Araújo Santos, de 27 anos, foi condenado a dois anos, três meses e dez dias de reclusão, além de um ano e três meses de detenção, por uma série de crimes cometidos durante um ataque contra Elza Costa da Silva, na cidade de Açailândia, no Maranhão. O julgamento ocorreu no dia 11 de fevereiro, no Tribunal do Júri da Comarca de Açailândia, sob a presidência do juiz Euclides Ribeiro Arruda, da 1ª Vara Criminal.

Detalhes do crime e investigação policial

Segundo o inquérito policial, o crime aconteceu no dia 12 de maio de 2024, por volta das 3h30, na Rua Ayrton Sena, no bairro Jacu. A investigação revelou que o réu tentou invadir a casa da vítima e atirou com uma espingarda artesanal, atingindo Elza com estilhaços da munição. Dois dias antes do ataque, conforme a apuração, Alan havia ido armado ao local de trabalho de Alex Lima Silva e o ameaçado de morte, sendo impedido pela intervenção de Elza.

Em razão dessa intervenção, de acordo com a investigação, o réu pegou uma espingarda calibre .28, foi até a casa da vítima e tentou arrombar o portão, declarando que a mataria. Quando Elza abriu a janela, o homem disparou a arma. Após o tiro, acreditando ter atingido o alvo, ele fugiu do local.

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Resistência à prisão e ação policial

A polícia foi acionada imediatamente e conseguiu localizar o suspeito. Os policiais deram voz de prisão em flagrante, mas o réu desobedeceu e tentou escapar pelos quintais das casas vizinhas. Durante a fuga, ele atirou contra os agentes policiais, que revidaram em legítima defesa. Alan foi atingido na mão durante o confronto e, mesmo ferido, resistiu à prisão, demonstrando um comportamento agressivo e desafiador.

Processo legal e decisão do júri

O promotor de Justiça Guilherme Gouvêa Fajardo, que respondia pela 1ª Promotoria Criminal de Açailândia, denunciou o réu à Justiça no dia 27 de maio pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado por motivo tolo, lesão corporal grave, porte ilegal de arma de fogo e resistência. Após um intenso debate entre acusação e defesa, os jurados aceitaram parte da denúncia, reconhecendo a existência dos crimes de tentativa de homicídio na forma privilegiada, lesão corporal e resistência.

A tentativa de homicídio privilegiado ocorre quando a pessoa tenta matar outra, mas recebe uma pena menor por ter agido sob forte emoção ou relevante valor moral ou social, conforme definido pela legislação penal. A pena total será cumprida em regime aberto, e o réu foi solto após a sentença, podendo recorrer da decisão em liberdade.

Este caso destaca a gravidade dos crimes de violência urbana e a importância da atuação rápida das autoridades policiais e judiciárias em Açailândia, reforçando a necessidade de medidas eficazes para combater a criminalidade na região.

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