Condenado da Chacina de Poção recebe mais 26 anos por homicídio em Serra Talhada
Condenado da Chacina de Poção recebe mais 26 anos de prisão

Condenado da Chacina de Poção recebe nova sentença de 26 anos por homicídio em Serra Talhada

Wellington Silvestre dos Santos, conhecido como "Chave de Cadeia", um dos condenados pela Chacina de Poção em Pernambuco, foi novamente sentenciado pela Justiça do estado. Desta vez, ele recebeu uma pena de 26 anos de reclusão por um homicídio qualificado ocorrido em Serra Talhada, no Sertão pernambucano.

Detalhes do crime e julgamento

O júri popular que resultou na condenação ocorreu no dia 25 de março, conforme informações do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A vítima, José Jonoel Rodrigues dos Santos, foi assassinada a tiros dentro de sua própria residência no dia 31 de maio de 2023, na presença de familiares.

De acordo com a decisão judicial, acessada pelo g1, o crime foi motivado por vingança. O julgamento foi presidido pelo juiz Marcus César Sarmento Gadelha, que descreveu a execução como tendo sido realizada "por múltiplos disparos de arma de fogo no interior da residência da vítima, na presença de seus familiares, e de forma a dificultar sua defesa".

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Na sentença, o magistrado estabeleceu: "Fixo, portanto, a pena definitiva para Wellington Silvestre dos Santos em 26 anos de reclusão, em regime inicial fechado". Até o fechamento desta reportagem, a defesa do condenado não havia sido localizada para comentários.

Histórico criminal e envolvimento na Chacina de Poção

Wellington Silvestre já cumpria uma pena de 74 anos de prisão por sua participação na Chacina de Poção, ocorrida em fevereiro de 2015. Ele foi preso um ano após o crime, no estado do Maranhão.

O episódio de grande repercussão aconteceu na noite do dia 6 de fevereiro de 2015, no Sítio Cafundó, em Poção, no Agreste de Pernambuco. Três conselheiros tutelares e uma mulher de 62 anos foram mortos em uma emboscada enquanto estavam dentro de um veículo. Uma menina de 3 anos, que também estava no carro, sobreviveu com ferimentos.

As vítimas fatais foram identificadas como:

  • Carmem Lúcia da Silva
  • José Daniel Farias Monteiro
  • Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos
  • Ana Rita Venâncio, avó materna da criança sobrevivente

Motivação e desdobramentos da chacina

As investigações apontaram que o crime foi motivado por uma disputa pela guarda da menina de 3 anos. A avó paterna da criança, Bernadete de Lourdes Brito Siqueira Rocha, foi indicada como a mandante da chacina.

Segundo as autoridades, o carro do Conselho Tutelar foi interceptado em uma emboscada que resultou na execução das vítimas. Foram efetuados cinco disparos que atingiram as quatro pessoas mortas. As vítimas estavam retornando da casa da avó paterna da criança no momento do ataque.

Parentes relataram que, na época, as famílias dividiam a guarda da menina: o pai e a avó paterna cuidavam dela durante a semana, enquanto nos fins de semana a criança ficava com os avós maternos.

Condenações relacionadas à Chacina de Poção

As investigações foram concluídas em abril de 2015, resultando no indiciamento de sete pessoas. As condenações relacionadas ao caso incluem:

  1. Égon Augusto Nunes de Oliveira: 101 anos e 4 meses de reclusão
  2. Orivaldo Godê de Oliveira (pai de Égon): 101 anos e 4 meses de reclusão
  3. Ednaldo Afonso da Silva: 12 anos e seis meses de reclusão
  4. Bernadete de Lourdes Britto: 142 anos, cinco meses e 16 dias de reclusão
  5. José Vicente Pereira: 67 anos, três meses e oito dias de prisão
  6. Wellington Silvestre dos Santos: 74 anos de prisão

O júri do último acusado, Leandro José da Silva, foi adiado a pedido da defesa, e a data para seu julgamento ainda será definida.

A nova condenação de Wellington Silvestre dos Santos soma-se ao seu extenso histórico criminal, reforçando a atuação da Justiça de Pernambuco no combate a crimes violentos no estado.

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