Homem é condenado a 40 anos por estupro e latrocínio de mulher em Arapoti, PR
Condenado a 40 anos por estupro e morte de mulher no Paraná

Condenação por crime brutal em Arapoti atinge 40 anos de prisão

Juliano Constantino, acusado de estuprar, roubar e matar Jociele de Jesus Abreu, foi condenado a 40 anos de prisão pelos crimes de estupro e latrocínio, que é o roubo seguido de morte. O caso, que chocou a região dos Campos Gerais do Paraná, aconteceu em agosto de 2024, quando a vítima foi arrastada para um matagal em um terreno baldio na cidade de Arapoti.

Detalhes do crime e investigação policial

Uma câmera de monitoramento registrou o momento em que Juliano se aproximou de Jociele e a levou à força para o matagal. Cerca de meia hora depois, ele saiu do local e foi embora, deixando a vítima para trás. Jociele havia desaparecido após sair de casa em um sábado, dizendo à família que ia jantar. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, e Juliano foi identificado e preso no dia seguinte, quando vivia em situação de rua.

De acordo com o delegado Gumercindo Athayde, responsável pela investigação, a polícia traçou o itinerário de Jociele após o boletim de ocorrência de desaparecimento. Enquanto coletavam informações, receberam a notícia de que um corpo feminino foi encontrado na área, confirmado como sendo o da vítima. Imagens de segurança levaram à identificação de Juliano Constantino, de 33 anos, conhecido por circular em cidades vizinhas como Jaguariaíva e Wenceslau Braz.

Prisão e evidências do caso

Quando localizado pela polícia em 20 de agosto, Juliano estava ameaçando outra mulher, que afirmou tê-lo visto escondendo uma pulseira e um anel de Jociele em uma árvore. A polícia recuperou os itens, que foram reconhecidos pela irmã da vítima. O delegado explicou que Juliano não conhecia Jociele e que, pelas imagens, é possível ver que ele se aproximou dela quando a viu sozinha. A vítima tentou acelerar o passo e conversar para chegar a uma área mais povoada, mas não conseguiu.

O corpo de Jociele apresentava sinais de violência física e sexual, incluindo hematomas no rosto e pescoço que indicam possível estrangulamento. Ela estava sem as roupas de baixo e com as de cima rasgadas. Além da pena de prisão, Juliano foi condenado a pagar pouco mais de R$ 30 mil aos familiares da vítima como reparação. A defesa recorreu da sentença, e o recurso foi encaminhado à segunda instância para julgamento.

Contexto e impacto na comunidade

Jociele era mãe de uma criança de sete anos e descrita como apegada à família. O caso destacou questões de segurança pública e violência contra mulheres na região. Juliano permanece detido desde sua prisão, e as autoridades continuam monitorando o processo legal. A polícia enfatiza a importância das câmeras de segurança na resolução do crime, que forneceram evidências cruciais para a condenação.

Este crime brutal em Arapoti serve como um alerta para a necessidade de medidas preventivas e de apoio às vítimas de violência. A comunidade local tem acompanhado o caso com atenção, esperando que a justiça seja plenamente aplicada.