Condenação de 19 anos por crime brutal em Sinop
O Tribunal do Júri condenou Wellington Honorato dos Santos, de 32 anos, a 19 anos de prisão pelo assassinato de Bruna de Oliveira, de 24 anos. A sentença foi proferida pelo juiz Walter Tomaz da Costa nesta terça-feira (27), após um julgamento que durou cerca de 10 horas. O crime ocorreu em 2024 na cidade de Sinop, localizada a 503 quilômetros de Cuiabá, no estado do Mato Grosso.
Detalhes chocantes do homicídio
Segundo as investigações, Bruna foi morta dentro da quitinete onde Wellington residia, no bairro Primaveras. Após o assassinato, o corpo da vítima foi arrastado por aproximadamente três quadras, preso por correntes a uma moto, até uma região de mata. Câmeras de segurança registraram o momento em que Wellington deixa uma garagem com o veículo, tendo Bruna acorrentada pelo pescoço. Posteriormente, o corpo foi jogado em uma vala com cerca de dois metros de profundidade.
O corpo de Bruna foi localizado pelo irmão da vítima, Bruno de Oliveira Rabuka, que relatou só ter conseguido visualizá-lo devido às marcas de sangue no local. Em depoimento, ele expressou o impacto psicológico da tragédia, afirmando que o crime afetou toda a família.
Versões do réu e alegações da defesa
Wellington está preso desde 2024, quando confessou o crime. Durante o julgamento, ele admitiu ter matado Bruna e declarou que estava drogado e fora de si no momento do ato. O réu disse se arrepender e afirmou que não era usuário habitual de drogas, mas que a vítima teria vendido entorpecentes a ele.
Em seu depoimento, Wellington também mencionou que Bruna falava sobre envolvimento com uma facção criminosa e que ameaçava chamar irmãozinhos, o que teria motivado a agressão. Questionado sobre a versão de que o crime teria ocorrido após uma discussão envolvendo a venda de um ventilador, ele afirmou que a vítima queria levar o eletrodoméstico para comprar drogas.
Wellington declarou não se lembrar de ter cortado o pescoço de Bruna e disse que amarrou o corpo no bagageiro para equilibrá-lo durante o trajeto. Segundo ele, o corpo caiu da moto e passou a ser arrastado, e ele utilizou uma corrente e uma corda para tentar evitar a queda.
Reações e próximos passos
A defesa de Wellington Honorato dos Santos informou que vai recorrer da sentença e reforçou a inexistência de homicídio por motivo fútil relacionado à discussão sobre o ventilador. Familiares da vítima relataram à polícia, na época dos fatos, que Bruna havia saído com o suspeito e não foi mais vista. Eles chegaram a entrar em contato com Wellington, que afirmou ter deixado a jovem em casa por volta das 22h.
Os parentes foram até a quitinete do suspeito, mas ele já havia se mudado. No local, foram encontradas marcas de sangue no chão, do lado de fora do imóvel, o que ajudou nas investigações. O caso gerou comoção na região e destacou a brutalidade do crime, com imagens de segurança tornando-se evidências cruciais.