Operação Criptopix prende cinco suspeitos de sequestro e extorsão com criptomoedas em Sertãozinho, SP
Cinco presos por sequestro e extorsão com criptomoedas em SP

Operação Criptopix desarticula grupo criminoso especializado em sequestros e extorsão com criptomoedas

A Polícia Civil de Sertãozinho, no interior de São Paulo, realizou uma operação de grande impacto nesta terça-feira, dia 10, resultando na prisão de cinco indivíduos suspeitos de envolvimento em crimes de extorsão mediante sequestro. A ação, batizada de Operação Criptopix, cumpriu mandados de prisão temporária e busca e apreensão em diversas localidades, incluindo Belo Horizonte (MG), Guarujá (SP), Jaboticabal (SP), Monte Alto (SP) e Guariba (SP).

Modus operandi sofisticado e violento

De acordo com o delegado Igor Dorsa, responsável pelas investigações, o grupo criminoso atuava com um método elaborado e extremamente agressivo. As vítimas eram sequestradas e levadas para cativeiros, onde eram obrigadas a abrir contas em corretoras digitais que operam com criptomoedas. Utilizando os celulares das vítimas, os criminosos realizavam transferências de valores via Pix para outras carteiras, convertendo posteriormente os recursos em criptomoedas e, em seguida, em dinheiro para os próprios bolsos.

“Uma vez adquirida a criptomoeda, ela era transferida para outra carteira. Essa carteira convertia novamente essas criptos em recursos financeiros e transferia isso para os envolvidos aqui da nossa região”, explicou o delegado Dorsa, destacando a complexidade das transações que foram rastreadas pela polícia.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Crimes específicos e violência extrema

A investigação apurou que os presos tiveram participação em pelo menos dois crimes registrados na região, ocorridos em 2023 e 2024. O primeiro caso aconteceu em outubro de 2023, em Monte Alto (SP), onde um empresário de 40 anos foi sequestrado após deixar uma agência bancária. Ele perdeu aproximadamente R$ 465 mil após ser surpreendido por indivíduos encapuzados e armados, que bloquearam sua caminhonete e o obrigaram a realizar transações.

O segundo crime ocorreu em julho de 2024, em Jaboticabal (SP), envolvendo outro empresário que foi agredido e ameaçado de morte durante três horas sob cativeiro. Neste episódio, os criminosos roubaram cerca de R$ 27,5 mil de uma das contas da vítima por meio de transações via Pix. As vítimas relataram à polícia que o grupo agia com violência física e psicológica, forçando-as a tirar fotos para facilitar a abertura das contas nas corretoras.

Próximos passos da investigação

Com as prisões efetuadas, a Polícia Civil vai analisar os materiais apreendidos durante as buscas para identificar outras possíveis vítimas e ramificações da quadrilha. O delegado Dorsa enfatizou que o grupo era “agressivo e violento”, praticando crimes como extorsão e lavagem de dinheiro com muita brutalidade. A operação representa um avanço significativo no combate a esse tipo de criminalidade na região, que vem utilizando tecnologias modernas para ocultar seus ganhos ilícitos.

A Operação Criptopix demonstra a capacidade das forças policiais em rastrear transações complexas envolvendo criptomoedas, um desafio crescente no cenário criminal contemporâneo. As autoridades continuam alertas para possíveis desdobramentos e novas prisões relacionadas a essa rede criminosa.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar