Chefe de cemitério é esfaqueado por vigilante após discussão em velório de Avaré
Um episódio de violência chocou a cidade de Avaré, no interior de São Paulo, na quarta-feira (28), quando o chefe do Cemitério Municipal foi esfaqueado por um vigilante municipal após uma discussão acalorada. O incidente ocorreu no Velório Municipal, localizado na Vila São Judas, e envolveu dois funcionários da prefeitura, levantando questões sobre segurança no ambiente de trabalho.
Detalhes do ataque e socorro à vítima
Conforme o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados pelo pronto-socorro municipal após a entrada de um homem ferido por faca. Na unidade de saúde, a vítima relatou que discutiu com o vigilante por causa de uma motocicleta e que o suspeito sacou uma faca, desferiu dois golpes e fugiu em seguida. A vítima foi socorrida por uma testemunha e levada ao hospital, onde permaneceu internada com ferimentos na região do tórax, exigindo procedimentos médicos.
Confissão do suspeito e motivação do crime
Os policiais militares foram até a casa do autor, que admitiu as facadas e relatou que teria arremessado a faca em um rio. Segundo ele, o chefe do cemitério lhe perseguia e houve uma discussão. Ainda de acordo com o registro policial, o vigilante disse no plantão que o desentendimento começou após a vítima não permitir que ele estacionasse a moto no local. A discussão evoluiu para agressão física e, segundo o relato, ele pegou uma faca que estava na mochila e atacou o homem, alegando ter perdido a cabeça durante o conflito.
Estado da vítima e desfecho legal
Os policiais civis fizeram contato com a unidade hospitalar e foram informados de que a vítima passou por procedimentos médicos e permanecia em observação. O homem estava estável, orientado e consciente, com previsão de alta para sexta-feira (30). Após o ataque, o suspeito deixou o local e seguiu para a casa da irmã, em Iaras (SP). Ele relatou que pretendia se apresentar na delegacia quando os policiais militares chegaram à residência. Segundo a Polícia Militar, após ser ouvido no Plantão Policial de Avaré, foi definido, com base na legislação vigente, que o vigilante responderá ao processo em liberdade. O caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Polícia do município.