Casal é preso em Iguatama por vender substância ilegal para emagrecimento
A Polícia Civil realizou uma operação em Iguatama, no Centro-Oeste de Minas Gerais, que resultou na prisão de um casal suspeito de vender, aplicar e manipular substâncias utilizadas para emagrecimento de forma irregular. A ação foi desencadeada após denúncias anônimas sobre a comercialização ilegal do produto na cidade, levantando preocupações com a saúde pública.
Apreensão de material irregular durante abordagem
Durante a operação, um homem de 28 anos foi abordado no momento em que saía de uma agência dos Correios carregando uma encomenda suspeita. Ao inspecionar a caixa, os investigadores encontraram frascos e ampolas contendo uma substância identificada como tirzepatida, que é o princípio ativo do medicamento Mounjaro, utilizado para tratamento de diabetes e, de forma não autorizada, para emagrecimento.
Além das ampolas, a polícia apreendeu 116 seringas e uma caneta específica para aplicação do medicamento, totalizando 96 ampolas e uma caneta com o produto. Todo o material foi confiscado por não possuir nota fiscal e por ser de procedência desconhecida, conforme relatado pelas autoridades.
Riscos à saúde e ilegalidade do produto
De acordo com as investigações, a substância apreendida não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que torna sua comercialização e uso totalmente ilegais fora dos padrões autorizados. O delegado Emanuel Robson Gomes destacou os perigos envolvidos: “O produto não tem registro nos órgãos competentes e era oferecido de forma irregular, o que pode representar riscos significativos à saúde de quem utiliza”.
O casal utilizava ativamente as redes sociais para divulgar e vender o produto, aproveitando a demanda por soluções rápidas para emagrecimento. Essa prática, no entanto, expõe os consumidores a sérios riscos, já que a qualidade e a segurança do material não são garantidas.
Liberação do casal e continuidade das investigações
Após serem levados para a delegacia, o casal foi liberado mediante o pagamento de uma fiança que totalizou R$ 15 mil, sendo R$ 7,5 mil para cada um dos envolvidos. As investigações continuam em andamento para apurar a origem exata do material apreendido e identificar possíveis cúmplices ou outras pessoas envolvidas no esquema ilegal.
A operação em Iguatama reflete um esforço contínuo das autoridades para combater a venda de substâncias não regulamentadas, que podem causar danos à saúde pública. A população é alertada para os riscos de adquirir produtos sem procedência garantida e sem aprovação dos órgãos competentes.



