Casal condenado por matar jovem e esconder corpo em mala em Juiz de Fora
Casal condenado por matar jovem e esconder corpo em mala

Casal condenado por matar jovem e esconder corpo em mala em Juiz de Fora

Herick Dornelas e Renata Alexandre Santana foram condenados a 8 e 9 anos de prisão, respectivamente, pela morte da jovem Brunna Letycia Vicente Alves de Souza Leonel. A sentença foi publicada após dois dias de julgamento, finalizado na noite de sexta-feira, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Detalhes do crime e condenação

O casal respondia por homicídio qualificado, por motivo torpe, por meio de asfixia e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver. No entanto, a decisão judicial desclassificou o crime doloso e condenou o casal por lesão corporal. Ao definir as penas, o juiz levou em conta que Herick e Renata admitiram, de forma espontânea, ter participado da ocultação do corpo, o que resultou em redução parcial da punição para ambos nesse crime específico.

Em relação à agressão que culminou na morte da vítima, considerada a acusação mais grave do caso, a redução foi aplicada apenas a Herick. Segundo a decisão, Renata não confessou envolvimento direto nas agressões físicas que levaram ao óbito.

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Circunstâncias do crime

O crime aconteceu em janeiro de 2024, no apartamento do casal, localizado no bairro Previdenciários. Após a morte, a vítima foi colocada dentro de uma mala e transportada para o bairro Milho Branco, onde foi carbonizada. Sete jurados participaram do júri popular, com testemunhas incluindo o porteiro e o síndico do prédio onde ocorreu o crime.

As investigações da Polícia Civil indicam que a vítima teria sido morta após uma crise de ciúmes. Câmeras de monitoramento do prédio flagraram os dois saindo do apartamento com o corpo da vítima dentro da mala, enrolado em um cobertor. Renata chamou o elevador e solicitou um carro por aplicativo, que os levou até o local onde o corpo foi queimado.

Depoimentos e defesas

Em depoimento, Renata revelou que teve um relacionamento íntimo com Brunna em 2023. No dia 2 de janeiro de 2024, convidou a jovem para beber em casa com ela e o marido. Durante a confusão, desencadeada por ciúmes mútuos, a vítima tentou ligar para amigos, mas Herick tomou seu celular e a asfixiou.

Durante o processo, a defesa de Renata apresentou um pedido de reconhecimento de insanidade mental, alegando transtornos psiquiátricos. Contudo, essa condição não foi comprovada pela perícia técnica, mantendo sua responsabilidade penal.

Situação atual dos condenados

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Renata está detida desde 5 de janeiro de 2024 na Penitenciária José Edson Cavalieri, em Juiz de Fora. Herick está no Centro de Recuperação de Juiz de Fora (Ceresp) desde 14 de agosto do mesmo ano. Ambos cumprirão a pena em regime fechado.

O julgamento, inicialmente marcado para novembro do ano passado, foi adiado após Renata apresentar suspeita de tuberculose, mas foi finalmente concluído com a sentença divulgada esta semana.

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