O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, foi transferido para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, onde passou sua primeira noite em uma cela individual de aproximadamente sete metros quadrados. Condenado por ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ele chegou ao local por volta das 15 horas desta quarta-feira (18), conforme informações da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).
Rotina carcerária começa com refeições padrão
Na noite de quarta-feira, Domingos Brazão jantou a mesma comida servida aos demais presos da unidade prisional. O cardápio incluiu arroz, feijão, legumes cozidos, salpicão de frango e salada de alface com tomate. Como sobremesa, foi oferecido um doce de leite com amendoim. Para o café da manhã desta quinta-feira (19), estava previsto um copo de café com leite e um pão com manteiga, mantendo a rotina alimentar padrão do sistema penitenciário.
Bangu 8: destino de presos de perfil político e midiático
A transferência para Bangu 8, parte do Complexo Penitenciário de Gericinó, coloca novamente em evidência uma das unidades mais conhecidas do sistema prisional fluminense. O local é especificamente destinado a presos considerados de perfil político ou midiático, tendo abrigado anteriormente políticos, empresários e ex-agentes públicos envolvidos em casos de grande repercussão nacional, especialmente em investigações de corrupção.
No último dia 25 de fevereiro, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão, por sua participação como mandante no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, crime ocorrido em março de 2018. Antes da transferência para o Rio de Janeiro, o conselheiro estava detido no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia.
Agora, Brazão ocupa uma das celas de Bangu 8, unidade que já recebeu diversas figuras públicas em meio a processos judiciais de alta complexidade. A mudança reforça o isolamento do condenado, que está sozinho em sua cela, enquanto cumpre a pena determinada pela Justiça brasileira.



