Agente da PF é denunciado por homofobia após apontar arma para pai e filho em Samambaia
Agente da PF denunciado por homofobia após apontar arma

Agente administrativo da Polícia Federal é denunciado por homofobia após apontar arma para pai e filho em Samambaia

Um agente administrativo da Polícia Federal foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal por homofobia após apontar uma arma de fogo e ameaçar dois homens em um estabelecimento comercial na região de Samambaia, no Distrito Federal. O caso, que ocorreu no dia 13 de setembro, resultou na prisão em flagrante do servidor público, identificado como Diego de Abreu Souza Borges.

Constrangimento ilegal e ameaças com arma de fogo

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do DF nesta segunda-feira, 2 de outubro, o agente administrativo da PF estava visivelmente alterado devido à ingestão de álcool em um espetinho quando iniciou um constrangimento ilegal contra dois homens que se encontravam no local. Durante a interação, o denunciado questionou reiteradamente se as vítimas eram "um casal" ou "casados", lançando-lhes interpelações insistentes e depreciativas, em tom de desqualificação e menosprezo, conforme detalhado no documento oficial.

As vítimas, que na verdade são pai e filho, responderam à pergunta na tentativa de encerrar a conversa, mas o agente continuou insistindo e perguntando sobre as idades dos dois. No momento em que um dos homens decidiu se levantar para pagar a conta, a situação escalou para um nível de extrema violência.

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Agente saca arma e aponta para rosto da vítima

O agente administrativo da Polícia Federal sacou a arma e apontou diretamente para o rosto da vítima que estava de pé. Aos gritos, o denunciado ordenou que a vítima colocasse as mãos na cabeça, encostasse na parede e se deitasse no chão, gerando pânico generalizado entre os demais clientes do estabelecimento. O homem, segundo o Ministério Público, afirmou que era da Polícia Federal e repetiu a ordem para que a vítima se deitasse no chão.

Nesse momento de tensão extrema, ele realizou uma revista pessoal na vítima e levantou a camisa do homem, que ainda permanecia na mira da arma. A agressão somente cessou quando o gerente do estabelecimento interveio e informou que toda a ação estava sendo registrada pelo sistema de filmagem de segurança, momento em que o agressor guardou o armamento na cintura.

Prisão em flagrante e armamento apreendido

A Polícia Militar do Distrito Federal foi acionada e prendeu Diego de Abreu Souza Borges em flagrante delito. Durante a prisão, foi apreendida uma pistola municiada com treze balas. O caso ganhou repercussão não apenas pela violência envolvida, mas também pelo fato de o agressor ser um servidor público vinculado à Polícia Federal.

Pedidos do Ministério Público na denúncia

Na denúncia formal, o Ministério Público do Distrito Federal pediu que Diego de Abreu Souza Borges:

  1. Seja condenado pelos crimes de discriminação, constrangimento ilegal e usurpação de função pública.
  2. Pague uma indenização mínima de R$ 5 mil para cada vítima, tanto diretas quanto indiretas.
  3. Se condenado, perca o cargo público que ocupa na Polícia Federal.

O caso exemplifica graves violações de direitos humanos e abuso de autoridade por parte de um servidor público, destacando a importância dos sistemas de vigilância e da intervenção de testemunhas para conter situações de violência. As investigações seguem em andamento, e o agente administrativo aguarda julgamento pelas acusações apresentadas.

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