Acusado de assassinato brutal é encontrado morto em cela de penitenciária
Manoel Ferro de Melo, preso pelo assassinato da empresária Barbara Denise Folha de Oliveira, de 34 anos, foi encontrado morto dentro da cela onde estava detido na penitenciária de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. O corpo do detento foi localizado na sexta-feira, dia 3, conforme informou a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Crime com detalhes macabros em São Vicente
O crime que levou à prisão de Manoel ocorreu no dia 20 de janeiro deste ano, quando o corpo de Barbara foi encontrado pela própria mãe e pelo filho de 14 anos da vítima, dentro do apartamento dela no bairro Samaritá, em São Vicente, no litoral paulista. O adolescente é fruto do relacionamento entre a empresária e o acusado.
Durante as investigações, Manoel confessou o assassinato e revelou detalhes chocantes sobre suas ações após o crime. Ele afirmou ter colocado moedas nos olhos da vítima com a justificativa de garantir sua passagem para o mundo espiritual. Para explicar as moedas colocadas em outras partes do corpo, o acusado disse que a ex-esposa afirmava não querer mais o relacionamento, mas sim paz e dinheiro.
Vídeo e áudio registram tensão antes do crime
Um dia antes de ser encontrada morta, Barbara havia gravado um vídeo mostrando o ex-marido chorando enquanto ela tentava expulsá-lo de casa. As imagens foram enviadas para o irmão do acusado, para o próprio irmão da vítima e para sua mãe, Edileia Moreira Filha de Oliveira.
No vídeo, a empresária é ouvida dizendo: "Vai embora. Eu já dei o dinheiro para ele ir embora aqui, ó. Já dei a carteirinha dele aqui, ó. As roupas aí ó", enquanto o homem chorava e respondia: "Você fez essa palhaçada inteira".
Junto ao vídeo, Barbara enviou um áudio para a mãe onde continuava insistindo para que Manoel fosse embora, enquanto ele permanecia chorando e dizendo não estar aguentando levantar. A tensão registrada nesses momentos antecedeu diretamente o crime fatal.
Prisão e morte na penitenciária
Manoel Ferro de Melo foi preso dois dias após o crime, na capital paulista, após ligar para a polícia dizendo que queria se entregar. De acordo com o delegado Rogério Nunes Pezzuol, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o acusado afirmou estar escondido em uma área de mata e decidiu se entregar porque sabia que a polícia estava em seu encalço e que outros criminosos poderiam querer capturá-lo devido à brutalidade do crime cometido.
Após a prisão, ele foi encaminhado para a penitenciária de Tupi Paulista, onde foi encontrado morto em sua cela, onde vivia sozinho. A Secretaria da Administração Penitenciária abriu um procedimento apuratório para investigar as circunstâncias da morte e acionou a perícia para o local. Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Seccional de Dracena, que trata o caso como morte suspeita.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que entrou em contato com os familiares do detento. Manoel possuía uma extensa ficha criminal, conforme revelado durante as investigações do caso.
O assassinato de Barbara Denise Folha de Oliveira e a subsequente morte do acusado na prisão continuam sob investigação das autoridades competentes, que buscam esclarecer todos os detalhes deste caso que chocou a região do litoral paulista.



