Operação policial desmantela fábrica clandestina de falsificação de sabão em pó em Igarapé
Nesta terça-feira (20), uma ação policial resultou na prisão de vinte indivíduos que trabalhavam em uma fábrica clandestina dedicada à falsificação de sabão em pó, localizada em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O galpão, estrategicamente situado às margens da Rodovia Fernão Dias, mantinha-se sempre fechado para evitar suspeitas, funcionando como um centro de adulteração e embalagem ilegal de produtos.
Detalhes da operação e apreensões
Após receber denúncias anônimas, os militares identificaram movimentações suspeitas no local e confirmaram a existência de uma linha de produção completa. Ao adentrarem o espaço, os policiais encontraram uma estrutura operacional sofisticada, incluindo:
- Aproximadamente 17 bags contendo cerca de 900 quilos cada do produto falsificado.
- Barris adicionais com a mesma substância adulterada.
- Esteira de produção, empilhadeira e diversos paletes com caixas já prontas para comercialização.
O material era embalado em caixas falsas da marca OMO e destinado a ser transportado por uma van para distribuição e venda no mercado ilegal.
Atuação das autoridades e medidas tomadas
A Vigilância Sanitária do município foi acionada para realizar a constatação técnica, enquanto a perícia da Polícia Civil também esteve presente no local para coletar evidências. O veículo utilizado no transporte do material foi apreendido por indícios de envolvimento na prática criminosa. Além disso, o galpão foi lacrado por orientação da Receita Estadual, que deve enviar uma equipe para procedimentos fiscais.
Os materiais apreendidos serão submetidos a análises, e a Polícia Militar informou que fará rondas periódicas para preservar o espaço até a conclusão das investigações. Esta operação se soma a um esforço contínuo no estado, já que, segundo a Polícia Militar, em 2025, outras ações resultaram no fechamento de 12 fábricas clandestinas similares em Minas Gerais.
Impacto e próximos passos
A falsificação de produtos de consumo, como sabão em pó, representa um risco significativo para a saúde pública e a economia, além de prejudicar marcas estabelecidas. O g1 entrou em contato com a Unilever, responsável pela marca OMO, bem como com a Polícia Civil, aguardando retorno para mais informações sobre o caso.
Este incidente destaca a importância da vigilância constante e da colaboração entre autoridades e a comunidade no combate ao crime organizado, protegendo os consumidores e o mercado legítimo.