Cruz de 5,5 metros e 200 kg é serrada e furtada no Morro da Gurita, em Divinópolis
Cruz de 200 kg é furtada em Divinópolis após vandalismo

Cruz de 5,5 metros e 200 kg é serrada e furtada no Morro da Gurita, em Divinópolis

Um cruzeiro de madeira com aproximadamente 5,5 metros de altura e 200 quilos foi serrado e furtado no Morro da Gurita, em Divinópolis, Minas Gerais. O monumento religioso, que era um símbolo histórico e de fé para a comunidade local, foi instalado em 1999 como cumprimento de uma promessa feita por um morador já falecido, Antônio do Zeca.

Descoberta do furto e mobilização da comunidade

O caso veio à tona após um ciclista, Altieres Azevedo, perceber a ausência da estrutura na quinta-feira, 15 de agosto. Ao chegar ao local, ele notou que a cruz havia sido cortada, indicando um furto intencional. “Quando cheguei, me deparei sem a cruz. Reparei que ela foi cortada para furto mesmo, ou seja, alguém levou a cruz”, relatou Altieres.

Diante da situação, o vereador Walmir Ribeiro (PL) foi acionado e acompanhou o caso, mobilizando moradores e lideranças locais. A comunidade já se organiza para a instalação de um novo cruzeiro no mesmo local, com doações de madeira e mão de obra. “Estamos nos mobilizando com doações de madeira e de mão de obra. Agora vamos aguardar a entrega do material pela madeireira para que possamos instalar outro cruzeiro nas próximas semanas”, afirmou Walmir.

História e significado do cruzeiro

O cruzeiro furtado era feito de madeira de lei, muito resistente, embora o tipo específico não seja lembrado por Roberto Alpino, um dos responsáveis pela instalação. Roberto, que também é antigo proprietário do terreno onde está sendo construída a “Cruz de Todos os Povos”, doou à Associação Terra de Deus uma área de cerca de 10 mil metros quadrados para o projeto.

A estrutura foi erguida após Antônio do Zeca reunir moradores em 1998 para a reza de um terço, como forma de agradecimento. “É uma dor muito grande. A gente ajudou a colocar o cruzeiro ali, era um símbolo de fé, de história da comunidade. Ver isso destruído entristece muito”, disse Roberto Alpino.

Contexto de vandalismo e reações

O furto ocorre em um contexto de vandalismo recorrente na região, conforme destacou José Geraldo Lucas, presidente nacional da Associação Terra de Deus. Ele mencionou que ataques similares acontecem desde o início da implantação da “Cruz de Todos os Povos”, um projeto religioso que vem ganhando destaque em Divinópolis.

“Antes mesmo de ter cruz, o local já era alvo de vandalismo. Temos telas de proteção, iluminação noturna, e ainda assim vemos esse tipo de ataque. O vandalismo está em todo lugar. Atacar uma cruz é uma agressão a todos os cristãos”, afirmou José Geraldo.

O caso gerou indignação entre fiéis e moradores, especialmente por envolver um símbolo religioso histórico. Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou recuperação da estrutura furtada. A Polícia Civil não informou se investigará o caso, e não foi registrado boletim de ocorrência.

A comunidade, no entanto, mantém-se unida na busca por restaurar esse marco de fé e memória coletiva no Morro da Gurita.