Testamento de Jeffrey Epstein revela herança milionária e ligações com Trump
Testamento de Epstein: herança, ilha e ligação com Trump

Testamento de Jeffrey Epstein revela herança milionária e ligações com Trump

Foi divulgado o testamento de Jeffrey Epstein, o predador sexual preso em 2019 que posteriormente tirou a própria vida. O documento, assinado em 8 de agosto de 2019, apenas dois dias antes da morte do magnata, detalha a distribuição de uma fortuna estimada em cerca de 288 milhões de dólares, equivalente a aproximadamente 242 milhões de euros.

Distribuição da herança e beneficiários

Segundo o testamento, a namorada de Epstein, Karyna Shuliak, natural da Bielorrússia, seria a principal beneficiária, recebendo a maior parte da fortuna. Acredita-se que Shuliak manteve um relacionamento com Epstein por cerca de oito a dez anos. Além do valor em dinheiro, o documento menciona a intenção de deixar para ela a famosa ilha de Little Saint James, local onde ocorriam festas frequentadas por diversas personalidades, bem como a propriedade Zorro Ranch e imóveis em Nova York, Paris e Flórida. Um anel de diamante de 33 quilates também estava previsto em seu nome.

O testamento também inclui outros beneficiários, totalizando pelo menos 44 pessoas. Entre eles, destacam-se:

  • Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein no tráfico sexual de menores, que cumpre pena de 20 anos de prisão, receberia cerca de 10 milhões de dólares.
  • Mark Epstein, irmão de Jeffrey, também teria direito a um valor semelhante de 10 milhões de dólares.
  • Larry Visoki, piloto associado a Epstein, seria outro beneficiário com montante equivalente.

Vale ressaltar que Karyna Shuliak foi a última pessoa a falar por telefone com Jeffrey Epstein antes de ele ser encontrado morto em sua cela. Registros da prisão indicam ainda que, 11 dias antes da morte, Shuliak o visitou no estabelecimento prisional.

Validação do testamento e contexto da morte

O testamento foi validado dez dias após a morte de Epstein, em 20 de agosto de 2019, por seu advogado, Richard Kahn, conforme relatado pela ABC News. A morte de Epstein, ocorrida em 10 de agosto de 2019, continua a gerar controvérsias e investigações, com este documento acrescentando novas camadas ao caso.

Divulgação de documentos e ligações com Donald Trump

Recentemente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou novos documentos dos arquivos de Jeffrey Epstein, totalizando mais de três milhões de páginas, 180 mil imagens e dois mil vídeos. Essa divulgação ocorreu após o não cumprimento de um prazo anterior estabelecido por lei pelo então presidente Donald Trump, que exigia a transparência integral dos documentos relacionados a Epstein.

O vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou, citado pela BBC, que "a divulgação de hoje marca o fim de um processo extremamente abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade".

Os novos documentos incluem detalhes sobre o período em que Epstein esteve preso, como relatórios psicológicos, informações sobre sua morte e registros da investigação envolvendo Ghislaine Maxwell. Além disso, há diversas páginas de e-mails trocados entre Epstein e várias personalidades, incluindo Donald Trump, revelando as relações mantidas pelo criminoso.

Menções a Donald Trump nos arquivos

O nome do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aparece diversas vezes nos documentos divulgados. Trump e Epstein mantiveram uma amizade por vários anos, embora o republicano já tenha afirmado que os dois romperam relações e que desconhece qualquer crime de natureza sexual.

Entre os novos arquivos, consta uma lista compilada pelo FBI no ano passado com alegações feitas contra Donald Trump. Essas denúncias, recebidas por meio da linha direta do Centro Nacional de Operações contra Ameaças, parecem se basear em acusações não verificadas, sem provas que as sustentem. A lista inclui diversas alegações de abuso sexual contra Trump, Epstein e outras pessoas, adicionando complexidade ao caso.

Essa divulgação amplia o escopo das investigações e destaca as intrincadas conexões entre figuras públicas e os crimes de Epstein, mantendo o caso em evidência na mídia internacional.