Suíça divulga valor de ativos venezuelanos congelados após ordem contra Maduro
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça informou nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, que o montante de ativos venezuelanos congelados no país alcança a cifra de 880 milhões de dólares. Esta é a primeira vez que o governo suíço revela um valor específico, após uma ordem de congelamento de bens contra o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e seus aliados entrar em vigor no dia 5 de janeiro.
Detalhes do congelamento e relatórios financeiros
Segundo a chancelaria suíça, intermediários financeiros no país reportaram um total de 687 milhões de francos suíços, equivalente a aproximadamente 880 milhões de dólares, ao Escritório de Informações sobre Lavagem de Dinheiro. A pasta não especificou os nomes dos detentores dos ativos, mantendo a confidencialidade das operações.
A medida de congelamento foi implementada imediatamente após sua entrada em vigor e possui validade de quatro anos. Em comunicado, o governo suíço afirmou que o objetivo é impedir a transferência de ativos supostamente obtidos de maneira ilegal para contas no exterior.
Contexto histórico: envio de ouro da Venezuela para a Suíça
Em janeiro, a agência de notícias Reuters revelou, com base em dados alfandegários, que a Venezuela enviou cerca de US$ 5,2 bilhões em ouro para a Suíça durante os primeiros anos do regime de Maduro. Entre 2013, quando Maduro assumiu o poder, e 2016, pelo menos 113 toneladas métricas do metal nobre foram transferidas do banco central da Venezuela para o país europeu.
O ouro, proveniente das reservas venezuelanas, foi enviado para Berna com a finalidade de ser processado, certificado e transportado no futuro, conforme relatado pela emissora suíça SRF. As exportações de ouro da Venezuela para a Suíça cessaram a partir de 2017, quando a União Europeia impôs sanções contra a nação caribenha.
Impacto e medidas recentes
A divulgação do valor congelado ocorre um dia após a Suíça anunciar o congelamento de todos os bens de Maduro e de outras 36 pessoas ligadas ao agora presidente deposto da Venezuela. Esta ação faz parte de um esforço internacional para combater a lavagem de dinheiro e garantir a transparência financeira.
As autoridades suíças continuam monitorando de perto as movimentações financeiras relacionadas à Venezuela, reforçando a cooperação com organismos internacionais na luta contra atividades ilícitas.