Operação da PF apreende 20 kg de cocaína em Corumbá com 17 'mulas' bolivianas
A Polícia Federal (PF) avançou nas investigações de um grupo criminoso flagrado transportando drogas no próprio corpo em Corumbá, Mato Grosso do Sul. A operação resultou na detenção de 17 pessoas de nacionalidade boliviana, que haviam ingerido cerca de 1.700 cápsulas contendo uma substância análoga à pasta base de cocaína.
Recorde nacional em apreensão de drogas
Segundo a PF, a quantidade total de droga apreendida é estimada em aproximadamente 20 quilos, o que configura um recorde nacional para esse tipo de crime, conforme informações da Receita Federal. A operação ocorreu na noite de quarta-feira (21), durante uma fiscalização de ônibus de passageiros no Posto Esdras, em Corumbá.
Detalhes da operação e procedimentos de segurança
Quatro veículos que realizavam transporte irregular foram monitorados pelas autoridades. Cães farejadores da Receita Federal e da Marinha do Brasil indicaram a presença de drogas em bagagens e em passageiros de dois ônibus. Conforme o protocolo adotado, os suspeitos só foram apresentados à polícia após expelirem totalmente as cápsulas ingeridas, devido ao alto risco à saúde.
Todos os detidos passaram por acompanhamento médico e já eliminaram o material. Além das 17 pessoas que transportavam drogas no organismo, outro cidadão boliviano foi detido por não conseguir ingerir as cápsulas e também foi encaminhado à PF.
Investigções avançam para desarticular rede criminosa
Agora, o foco da investigação é identificar outros integrantes da organização criminosa, especialmente as pessoas responsáveis por receber a droga em São Paulo, que seria o destino final do entorpecente. A PF apura o local exato onde a substância seria expelida e quem fazia a logística de acolhimento dos chamados "mulas" após a viagem.
De acordo com as investigações, o esquema costuma ter início em cidades da Bolívia, como Santa Cruz de La Sierra ou Cochabamba, onde os suspeitos ingerem as cápsulas antes de seguir viagem para o Brasil. Em alguns casos, eles permanecem por vários dias com a droga no estômago até chegarem ao destino final.
Situação jurídica dos envolvidos
A PF informou que parte dos envolvidos já teve a situação analisada pela Justiça. Alguns foram liberados, enquanto outros permaneceram na delegacia até a conclusão dos procedimentos de flagrante. As investigações continuam para apurar a extensão da rede criminosa, identificar financiadores e responsabilizar os envolvidos no tráfico internacional de drogas.
Esta operação destaca os esforços das autoridades brasileiras no combate ao tráfico de drogas, especialmente em regiões de fronteira, onde táticas como o uso de "mulas" são comuns para burlar a fiscalização.