Maduro preso em NY: líder venezuelano aguarda julgamento em prisão de alta segurança
Nicolás Maduro preso em prisão federal de Nova Iorque

O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, encontra-se atualmente detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), uma prisão federal de alta segurança localizada em Nova Iorque. A unidade carcerária, que tem capacidade para aproximadamente 1.600 detentos, já abrigou figuras notórias como Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell, Sean “Diddy” Combs e o cantor R. Kelly.

A prisão e as acusações formais

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram conduzidos à prisão após serem capturados pelos Estados Unidos. O Departamento de Justiça norte-americano apresentou uma acusação formal contra o líder venezuelano, alegando que ele “participou, perpetuou e protegeu uma cultura de corrupção” que permitiu que elites do país se enriquecessem através do narcotráfico. A denúncia também envolve o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra.

O documento judicial afirma que Maduro estaria ligado a cartéis de drogas e a “grupos narcoterroristas violentos”, que operavam com apoio logístico e cobertura policial dentro da Venezuela, conscientes de que a cocaína seria enviada para os Estados Unidos.

O caminho até a prisão e a unidade carcerária

Após a captura, o casal foi retirado da residência oficial e transportado inicialmente para a base de Guantánamo a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima. Eles chegaram a Nova Iorque no fim da tarde de sábado, dia 3 de janeiro de 2026, em um avião militar Boeing 757, que pousou no aeroporto internacional Stewart. No desembarque, agentes do FBI e da DEA assumiram a condução da operação.

O Centro de Detenção Metropolitano, para onde foram encaminhados, é uma das maiores prisões federais dos EUA. Embora abrigue presos acusados de crimes graves como narcotráfico e terrorismo, a maioria responde por delitos de menor gravidade. É neste local que detentos aguardam julgamento nos tribunais federais de Manhattan ou do Brooklyn.

Atualmente, o MDC também mantém sob custódia figuras como Ismael “El Mayo” Zambada García, líder do cartel de Sinaloa, e Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthCare.

Histórico de problemas e audiência marcada

Nos últimos anos, a prisão tem sido alvo de críticas constantes devido às más condições. Em 2019, a unidade ficou mais de uma semana sem eletricidade durante o inverno. Já em 2024, dois presos foram mortos por outros detentos, e funcionários responderam a acusações de agressão sexual, contrabando e recebimento de propina.

Nicolás Maduro deverá ser ouvido nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, em um tribunal federal de Manhattan, dando início ao processo legal contra ele.

Repercussão internacional e protestos

A ação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão de Maduro gerou uma divisão na comunidade internacional e levou a protestos em várias cidades europeias. A situação é considerada tão grave que a Organização das Nações Unidas (ONU) convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para discutir a operação.

O caso coloca um chefe de Estado estrangeiro sob custódia da justiça norte-americana, um evento raro com profundas implicações geopolíticas, especialmente nas relações entre Washington e Caracas, já bastante tensionadas nos últimos anos.