Ghislaine Maxwell se recusa a depor no Congresso dos EUA e busca perdão presidencial
Maxwell recusa depor no Congresso e busca perdão de Trump

Ghislaine Maxwell se recusa a depor no Congresso dos EUA e busca perdão presidencial

A socialite Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão por seu envolvimento no caso Jeffrey Epstein, recusou-se a responder perguntas de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026. Durante o depoimento, realizado por videoconferência a partir de sua prisão no Texas, Maxwell invocou consistentemente a Quinta Emenda da Constituição americana, que garante o direito de evitar a autoincriminação.

Defesa pressiona por perdão em troca de informações

De acordo com seu advogado, David Oscar Markus, Maxwell estaria "preparada para falar de forma completa" caso recebesse um indulto do presidente Donald Trump. No entanto, a Casa Branca negou qualquer possibilidade de acordo, classificando a proposta como fora de cogitação. A defesa havia tentado, sem sucesso, obter imunidade legal para Maxwell antes do depoimento, mas os parlamentares se recusaram a conceder tal benefício.

Reações de parlamentares e vítimas

O presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, James Comer, do Partido Republicano, expressou decepção com a postura de Maxwell. "Tínhamos muitas perguntas a fazer sobre os crimes que ela e Epstein cometeram, bem como perguntas sobre possíveis cúmplices", afirmou. A deputada democrata Melanie Stansbury criticou Maxwell por usar a comissão para "fazer campanha por clemência".

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Em carta enviada ao comitê, sobreviventes do caso Epstein condenaram a recusa de Maxwell em identificar os "muitos homens poderosos" envolvidos na rede de tráfico sexual. Eles alertaram que conceder "tratamento especial" à socialite seria catastrófico para a justiça.

Conexões políticas e desgaste na Casa Branca

O caso ressurgiu conexões entre Trump e Epstein, amigos por quase 15 anos antes de uma desavença. Embora o presidente negue veementemente qualquer irregularidade, a situação gerou desgaste político. Bill e Hillary Clinton, também convocados a depor, acusaram a Casa Branca de tentar desviar a atenção de suas próprias ligações com Epstein.

O congressista democrata Ro Khanna destacou a inconsistência de Maxwell, que não invocou a Quinta Emenda em um encontro anterior com o Procurador-Geral Adjunto Todd Blanche, quando negou a existência de uma "lista de clientes" de Epstein e afirmou não ter testemunhado conduta inadequada de Trump.

Contexto do caso e condenação

Maxwell foi condenada por aliciar garotas menores de idade para Epstein, que abusava sexualmente delas. Sua transferência de uma penitenciária na Flórida para o Texas foi criticada como "tratamento preferencial" pela família de Virginia Giuffre, vítima que implicou o ex-príncipe Andrew na rede.

O caso continua a gerar repercussões internacionais, com pedidos de renúncia no Reino Unido ligados à crise originada por Epstein, evidenciando o alcance global do escândalo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar