Cilia Flores e Nicolás Maduro são capturados após ataque dos EUA na Venezuela
Maduro e Cilia Flores capturados em ataque dos EUA

Uma ação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores neste sábado (3). O ataque, descrito pelo governo venezuelano como uma "agressão militar", ocorreu durante a madrugada e atingiu a capital Caracas e outras regiões do país.

Detalhes da Operação e Captura

O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, afirmou que Maduro "finalmente enfrentará a justiça por seus crimes". O presidente americano, Donald Trump, declarou que o líder venezuelano será levado para os Estados Unidos para julgamento por narcoterrorismo e crimes relacionados ao tráfico de drogas. Trump prometeu apresentar mais detalhes em uma entrevista marcada para as 13h, no horário de Brasília.

O ataque gerou múltiplas explosões e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência e mobilizar suas Forças Armadas. Além da capital, os estados de Miranda, Aragua e La Guaira também foram alvo dos ataques. Até o momento, não há informações oficiais sobre o paradeiro do casal presidencial.

Quem é Cilia Flores, a "primeira combatente"

Nascida em 1956, Cilia Flores é uma advogada e uma das figuras políticas mais influentes do chavismo, sendo chamada de "primeira combatente" dentro do movimento. Sua trajetória ao lado de Maduro começou nos anos 1990, quando integrou a equipe jurídica de Hugo Chávez.

Sua carreira política é marcada por cargos de alto escalão:

  • Foi eleita deputada em 2000 e reeleita em 2005.
  • Tornou-se a primeira mulher a presidir a Assembleia Nacional, entre 2006 e 2011.
  • Em 2012, foi nomeada procuradora-geral da Venezuela.
  • Casou-se oficialmente com Nicolás Maduro em 2013, pouco depois da morte de Chávez e da ascensão do marido à presidência.

Flores já havia sido alvo de sanções dos Estados Unidos e do Canadá em 2008, por ser considerada parte do círculo íntimo de Maduro. Em 2015, dois de seus sobrinhos foram presos no Haiti pela agência antidrogas americana (DEA) e condenados por tráfico de cocaína. Eles foram libertados em 2022, em uma troca de prisioneiros entre os dois países durante o governo do ex-presidente Joe Biden.

Repercussão e Próximos Passos

A captura de Maduro e Cilia Flores representa um ponto de inflexão na longa crise política e diplomática entre Venezuela e Estados Unidos. As acusações de narcoterrorismo elevam o caso a um patamar internacional grave. A declaração de estado de emergência na Venezuela indica um cenário de tensão interna extrema, com as Forças Armadas em alerta.

O mundo aguarda os detalhes prometidos pelo governo Trump, que devem esclarecer os termos legais do julgamento e o futuro político imediato da Venezuela. A situação coloca em xeque a continuidade do regime chavista e abre um novo capítulo, ainda imprevisível, na história do país sul-americano.