Herói de segurança salva vidas em ataque a centro islâmico nos EUA
Herói de segurança salva vidas em ataque a centro islâmico

O segurança Amin Abdullah, de 40 anos, pai de oito filhos, foi uma das vítimas do tiroteio que matou três pessoas no Centro Islâmico de San Diego, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (18). Ele trabalhava como segurança no local e, segundo as autoridades, teve um papel decisivo para evitar que o ataque fosse ainda mais grave.

Ação heroica

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (19), o chefe de polícia de San Diego, Scott Wahl, afirmou que as ações de Abdullah foram heroicas. “Pode-se dizer que suas ações foram heroicas. Sem dúvida, ele salvou vidas hoje”, declarou. Centenas de crianças que estavam em uma escola dentro do complexo islâmico foram retiradas em segurança e não ficaram feridas.

Identidade e homenagens

A identidade de Abdullah foi divulgada por amigos, familiares e pelo Conselho de Relações Americano-Islâmicas de San Diego (CAIR-SD), que publicou uma homenagem. “Ele sempre estava com um sorriso no rosto e recebia as pessoas de forma calorosa”, escreveu a entidade. O Centro Islâmico de San Diego, que permanecerá fechado até novo aviso, afirmou que Abdullah “deu a vida protegendo as crianças e os membros da comunidade da mesquita”. A instituição o descreveu como “um homem corajoso que se colocou em risco pela segurança dos outros e que, mesmo em seus últimos momentos, não deixou de proteger nossa comunidade”.

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Campanha de apoio

O centro também divulgou uma campanha para ajudar as famílias das vítimas. O fundo será usado para cobrir custos funerários, necessidades imediatas das famílias, educação dos filhos e apoio financeiro de longo prazo.

Detalhes do ataque

Segundo as autoridades, dois suspeitos abriram fogo na entrada do Centro Islâmico de San Diego nesta segunda-feira. As três vítimas foram encontradas mortas do lado de fora da mesquita. Pouco depois, os corpos dos dois atiradores, de 17 e 19 anos, foram encontrados dentro de um carro em uma rua próxima. A polícia acredita que eles tiraram a própria vida após o ataque. O jornal The New York Times informou que investigadores encontraram um documento com conteúdo “anti-islâmico” no veículo. O FBI participa das investigações.

Reação da comunidade

“Jamais vivemos uma tragédia como essa antes”, disse Taha Hassane, imã e diretor do Centro Islâmico de San Diego. “É extremamente revoltante atacar um local de culto.” A polícia trata o caso como crime de ódio.

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