Em uma operação de grande alcance, a Guarda-Costeira dos Estados Unidos realizou a apreensão de dois navios-petroleiros na manhã desta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026. A ação ocorreu em águas internacionais e foi executada com base em um mandado judicial federal dos EUA, que acusava as embarcações de violarem as sanções comerciais impostas pelo país.
Detalhes da Operação e Perseguição
De acordo com a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, os dois navios-tanques tinham como destino ou haviam atracado na Venezuela. Um dos vasos, identificado como Marinera e de bandeira russa, foi interceptado no Atlântico Norte, dentro da zona econômica exclusiva da Islândia, segundo dados de rastreamento marítimo.
Kristi Noem revelou que o Marinera, anteriormente registrado como Bella I, foi perseguido durante semanas pela Guarda-Costeira. “Este petroleiro vinha tentando fugir da Guarda Costeira há semanas, até mesmo mudando sua bandeira e pintando um novo nome no casco, em uma tentativa desesperada e fracassada de escapar”, declarou a secretária em suas redes sociais.
Segunda Apreensão e Posicionamento do Governo Americano
O segundo navio, chamado M/T Sophia, foi apreendido nas proximidades do Caribe. O Comando Sul dos EUA afirmou que a embarcação operava em águas internacionais realizando atividades ilícitas e será agora escoltada até território americano.
O secretário de Guerra, Pete Hegseth, foi enfático ao reafirmar a política de bloqueio. “Os Estados Unidos continuam a impor o bloqueio contra todos os navios fantasmas que transportam, ilegalmente, petróleo venezuelano para financiar atividades ilícitas, roubando do povo venezuelano. Somente o comércio de energia legítimo e legal – conforme determinado pelos EUA – será permitido”, escreveu ele.
Reação Internacional e Contexto Político
A ação gerou imediata reação do governo russo. Através do Ministério dos Transportes, a Rússia classificou a apreensão do Marinera como uma violação do direito marítimo internacional, citando a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982. As autoridades russas informaram ter perdido contato com o navio após a abordagem das forças americanas.
O episódio ocorre em um momento de declarações contundentes do então presidente americano, Donald Trump. Ele afirmou que a Venezuela usaria os lucros do petróleo para comprar produtos agrícolas e medicamentos dos Estados Unidos, comentário feito após o anúncio do envio de até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano a portos americanos.
A operação evidencia a continuidade e o rigor da aplicação das sanções econômicas americanas contra a Venezuela, estendendo seu alcance a águas internacionais e envolvendo embarcações de terceiras bandeiras, o que promete manter as tensões no cenário geopolítico global.