Ex-príncipe Andrew é preso em Londres por suspeitas de ligação com caso Epstein
Ex-príncipe Andrew preso por suspeitas no caso Epstein

Ex-príncipe Andrew é detido em Londres em meio a investigação sobre vínculos com Epstein

Os britânicos manifestaram satisfação nas ruas de Londres, nesta quinta-feira (19), com a prisão do ex-príncipe Andrew, que, segundo eles, demonstra que a monarquia não está acima da lei. "Estou contente. Ele deveria ter sido preso há muito tempo", afirmou Emma Carter, uma advogada de 55 anos, no centro financeiro da capital britânica.

Acusações de má conduta no exercício de cargo público

A polícia prendeu o ex-príncipe nesta quinta-feira, data em que ele completa 66 anos, por "suspeita de má conduta no exercício de um cargo público", uma acusação diretamente ligada ao caso Epstein. Andrew atuou como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional entre 2001 e 2011, e a detenção ocorre devido a alegações de que ele teria repassado informações confidenciais ao criminoso sexual Jeffrey Epstein durante esse período.

Além disso, existem outras suspeitas que não pautaram a detenção imediata, mas que envolvem a alegação de que o ex-príncipe manteve relações sexuais no Reino Unido com jovens que lhe teriam sido enviadas por Epstein. Emma Carter declarou lembrar-se "dessas vítimas" e considera que, apesar de tudo, a prisão representa "uma boa notícia para elas".

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Reação pública e críticas à monarquia

"É uma mensagem forte. Ele merece, pois se escondeu atrás dos privilégios e da popularidade da rainha Elizabeth II, sua mãe, durante muito tempo", acrescentou Carter. A londrina também expressou tristeza pelo rei Charles III, que sofre de câncer e provavelmente não estava totalmente ciente do passado de seu irmão.

Maggie Yeo, uma aposentada de 59 anos, também ficou satisfeita com a notícia. "Pensavam que eram intocáveis, é bom saber que não estão acima da lei. Isso mostra que a Justiça britânica funciona", destacou. A analista de dados Jennifer Tiso, de 39 anos, comemorou que, após as prisões de "outras superestrelas, agora isso está chegando às esferas mais altas, como a família real".

Contexto de impopularidade e investigações em curso

Uma pesquisa do instituto YouGov, publicada na segunda-feira, indicava que cerca de dois terços dos britânicos (62%) consideravam "improvável" que o ex-príncipe, que sempre negou as acusações, pudesse ser acusado. A satisfação visível nas ruas de Londres reflete a forte impopularidade do irmão do rei, amplificada por sua amizade com Jeffrey Epstein, que morreu na prisão em 2019.

Kevin, um aposentado que não escondeu sua alegria após a notícia, criticou Andrew, a quem considera "arrogante" e "pouco inteligente". "Não tenho nada contra a família real. Mas ele não dá bom exemplo", opinou. Ele defende que o ex-príncipe "deve ser interrogado" sobre seu período como representante especial britânico para o Comércio Internacional, destacando que "envolve contratos, dinheiro e relações diplomáticas com outros países".

A detenção de Andrew marca um momento significativo na justiça britânica, com cidadãos enfatizando que ninguém, nem mesmo membros da realeza, está imune às consequências legais. As investigações continuam, e a prisão serve como um alerta sobre a importância da transparência e responsabilidade em cargos públicos.

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