E-mail de Elon Musk a Jeffrey Epstein sobre visita à ilha surge em novos documentos
E-mail de Musk a Epstein sobre ilha surge em documentos

E-mail de Elon Musk a Jeffrey Epstein sobre visita à ilha privada emerge em nova leva de documentos

Uma nova leva de documentos judiciais divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, trouxe à tona uma comunicação direta entre o bilionário Elon Musk e o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. O material revela um e-mail de 2013 no qual Musk pergunta a Epstein sobre a possibilidade de visitar sua ilha privada.

Conteúdo da correspondência reveladora

Na mensagem eletrônica, Elon Musk questiona Jeffrey Epstein com a frase: "Quando podemos ir para a sua ilha?". A pergunta direta aparece em meio a discussões sobre possíveis datas para uma visita ao local, que era o principal epicentro da rede de exploração sexual operada por Epstein nas Ilhas Virgens Americanas.

Em resposta, Epstein demonstra receptividade ao convite, afirmando que "sempre há espaço" para o empresário. Os documentos, no entanto, não fornecem evidências concretas sobre se a viagem realmente se concretizou ou permaneceu apenas no plano das conversas.

Contexto das negativas anteriores de Musk

A revelação do e-mail contrasta com declarações anteriores do proprietário da rede social X. Em setembro de 2025, Musk havia publicado em sua plataforma que recusou convites feitos por Epstein para visitar a ilha, escrevendo: "Ele tentou me convencer a ir à ilha dele e eu recusei".

A nova documentação integra um conjunto massivo de mais de 3 milhões de páginas tornadas públicas pelas autoridades americanas, incluindo milhares de documentos, aproximadamente 2.000 vídeos e cerca de 180.000 imagens relacionadas ao caso Epstein.

Amplitude da divulgação documental

Segundo o vice-procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, a liberação atual marca a fase final do processo de revisão conduzido pelo Departamento de Justiça para garantir transparência e cumprimento da lei. Blanche enfatizou que a Casa Branca não interferiu na divulgação do material e declarou explicitamente: "Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos".

O material inclui documentos particularmente significativos, como dois e-mails do FBI de julho de 2019 que mencionam dez "co-conspiradores" de Epstein. Apenas Ghislaine Maxwell, ex-companheira do financista, foi formalmente acusada em relação aos crimes, enquanto os nomes dos supostos colaboradores aparecem tarjados nos registros.

Cenário político e investigativo ampliado

Documentos divulgados anteriormente já haviam lançado luz sobre os vínculos de Epstein com figuras proeminentes de diversos setores, incluindo executivos, celebridades, acadêmicos e políticos como Donald Trump e o ex-presidente Bill Clinton. Ambos aparecem de forma destacada nos arquivos, embora não tenham sido acusados de crimes relacionados ao caso.

A divulgação ocorre após a sanção, em novembro, da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein. No entanto, democratas que lideram o Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos acusam o governo de Donald Trump de reter documentos e retardar intencionalmente o processo, possivelmente para proteger o presidente republicano.

Proteção das vítimas e volume documental

Em atualização recente, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, informou que proteger as identidades das vítimas era prioridade máxima, o que contribuiu para atrasos na liberação. Antes da divulgação desta sexta-feira, haviam sido publicados 12.285 documentos, totalizando 125.575 páginas.

Jeffrey Epstein, que fez fortuna no mercado financeiro, foi condenado por abusar sexualmente de menores e operar uma ampla rede de exploração. O empresário morreu em 2019 em uma prisão de Nova York enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores, com a morte sendo declarada como suicídio.

Ghislaine Maxwell cumpre atualmente pena de 20 anos de prisão por recrutar menores para Epstein. O caso continua a gerar repercussões políticas e sociais, com a nova leva de documentos ampliando o entendimento público sobre a extensão das conexões envolvidas no esquema criminoso.