Polícia de NY investiga crime de ódio após carro colidir repetidamente contra sinagoga histórica
Crime de ódio: carro ataca sinagoga em NY; motorista preso

Polícia de Nova York investiga ataque a sinagoga como crime de ódio após colisões repetidas

As autoridades policiais de Nova York estão conduzindo uma investigação rigorosa sobre um incidente classificado como crime de ódio, ocorrido na quarta-feira, 28 de janeiro de 2026. O episódio envolveu um motorista que, de forma deliberada, avançou com seu veículo contra a histórica sinagoga que sedia o movimento judaico Chabad-Lubavitch, localizada no Brooklyn. A chefe de polícia da cidade, Jessica Tisch, confirmou que o indivíduo foi detido após colidir repetidamente contra a porta dos fundos do edifício, um ato que não resultou em feridos, mas gerou alarme significativo na comunidade.

Detalhes do incidente e ações policiais imediatas

Imagens que circularam amplamente nas redes sociais, incluindo uma postada no X (antigo Twitter) pelo rabino Yaacov Behram, mostram um sedã Honda escuro, com placas do estado de Nova Jersey, batendo contra a entrada da sinagoga ao menos três vezes. O vídeo revela que o veículo enfrentou dificuldades para ganhar tração devido ao gelo acumulado na rua, consequência de uma recente nevasca que atingiu os Estados Unidos. Durante a gravação, é possível ouvir um grupo de homens gritando para que as pessoas se afastassem do caminho, seguido por gritos de "polícia" e o reflexo das luzes azuis e vermelhas de veículos de emergência na neve.

Em resposta ao ataque, que ocorreu por volta das 20h45 no horário local (22h45 em Brasília), a polícia de Nova York reforçou consideravelmente a segurança ao redor de centros religiosos na cidade. Isso incluiu a mobilização de unidades especializadas, como as antiterroristas e de desativação de explosivos, conforme destacado pela chefe Tisch. Até o momento, o motorista envolvido não foi formalmente acusado, mas as investigações buscam determinar se a ação foi premeditada e qual a motivação por trás do ato.

Contexto de aumento de ataques antissemitas e reações oficiais

Nova York, que abriga a maior população judaica fora de Israel, está em alerta máximo devido a um crescimento preocupante nas denúncias de ataques antissemitas. O prefeito da cidade, Zohran Mamdani, condenou veementemente o incidente, descrevendo-o como "profundamente alarmante". Em uma postagem no X, ele enfatizou que qualquer ameaça a instituições ou locais de culto judaicos deve ser tratada com seriedade, afirmando: "O antissemitismo não tem espaço na nossa cidade, e a violência ou a intimidação contra os nova-iorquinos judeus é inaceitável."

Este episódio reforça os desafios contínuos de segurança enfrentados por comunidades religiosas em meio a um clima de tensão social. As autoridades continuam a monitorar a situação de perto, enquanto a investigação avança para esclarecer todos os aspectos deste crime de ódio, que tem reverberado não apenas localmente, mas também em discussões mais amplas sobre tolerância e proteção de minorias.