Chileno procurado pela Interpol é capturado em Cuiabá e extradição é autorizada pelo STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição imediata do cidadão chileno Martín de Los Santos, que foi preso pela Polícia Federal em um hotel de Cuiabá no mês de julho de 2025. O indivíduo é acusado de cometer agressões graves e ameaças contra um policial e um idoso em seu país de origem, o Chile.
Decisão judicial e detalhes da prisão
A decisão foi proferida pelo ministro Flávio Dino e publicada oficialmente nesta terça-feira, dia 28. Conforme informações da Polícia Federal, desde sua entrada no território brasileiro, o suspeito estava se deslocando entre os estados de Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso, até ser localizado e detido na capital mato-grossense.
O chileno era alvo de um mandado de prisão para fins de extradição, expedido pelo próprio STF a pedido do governo chileno, após representação da Polícia Federal. O pedido de extradição se baseia em fatos ocorridos em maio de 2025, na cidade de Santiago.
Crimes cometidos no Chile
Segundo as autoridades chilenas, Martín de Los Santos teria agredido violentamente um zelador de 71 anos, causando fraturas no rosto da vítima e afastamento do trabalho por aproximadamente 30 dias. Além disso, após ser detido no Chile, o acusado teria ameaçado e agredido um policial enquanto estava sob custódia em uma unidade de atendimento de emergência.
Argumentos da defesa e decisão do ministro
Durante o processo de extradição, a defesa do chileno alegou que ele estaria submetido a condições inadequadas de custódia no presídio onde se encontrava detido em Mato Grosso, sem estrutura mínima necessária. No entanto, o ministro Flávio Dino rejeitou esse argumento.
De acordo com a decisão, informações da Secretaria de Administração Penitenciária e da direção do presídio, além de uma inspeção realizada no local, demonstraram que o preso recebeu colchão, kit de higiene e um local adequado para repouso, não havendo violação de direitos fundamentais.
A defesa também informou que o pai de Martín está em estado grave de saúde, o que motivou um pedido de urgência na extradição. Um dos pontos cruciais da decisão foi a manifestação expressa do próprio acusado, que concordou em ser extraditado para o Chile.
Conclusão do processo
Ao entender que todos os procedimentos legais foram cumpridos de forma adequada, o ministro Flávio Dino deferiu a extradição, autorizando a entrega imediata do chileno às autoridades chilenas. A autorização está condicionada ao cumprimento dos compromissos previstos na Lei de Migração brasileira, assegurando que o processo transcorra dentro dos parâmetros legais estabelecidos.