Vítima brasileira de Epstein diz que arquivos ajudam na cura; denúncia contra Trump é revelada
Brasileira vítima de Epstein: arquivos ajudam na cura

Vítima brasileira de Epstein vê nos arquivos um caminho para a cura

Em meio à divulgação de milhares de documentos relacionados ao caso do empresário Jeffrey Epstein, uma vítima brasileira expressou que os arquivos podem auxiliar em seu processo de cura. "Arquivos vão ajudar a me curar", afirmou ela, destacando a importância da transparência para as sobreviventes dos abusos.

Denúncia contra Donald Trump vem à tona

Entre os documentos liberados, um em particular chama a atenção: uma denúncia recebida pelo FBI que acusa o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estupro de uma menor de idade. O suposto incidente teria ocorrido em 1994, quando a vítima tinha apenas 13 anos. Na época, Epstein e Trump mantinham uma relação de amizade, frequentando os mesmos círculos sociais durante os anos 1990 e início dos anos 2000.

Segundo a denúncia, a jovem, que havia ido a Nova York para tentar a carreira de modelo, foi cooptada por Epstein. Em uma festa, o bilionário teria solicitado que ela realizasse sexo oral em Trump. Em outra ocasião, a vítima alega ter sido estuprada tanto por Trump quanto por Epstein, com ambos ameaçando-a para que não revelasse os acontecimentos a outras pessoas.

Histórico e similaridades com casos anteriores

Esta denúncia apresenta semelhanças com outra que surgiu em 2016, envolvendo uma mulher identificada pelo pseudônimo Jane Doe. Naquela ocasião, a denúncia foi subitamente retirada pela denunciante, levantando questões sobre pressões ou intimidações. A revelação atual nos arquivos de Epstein reacende as investigações e o debate público sobre a extensão dos crimes e a proteção dos envolvidos.

Nova leva de documentos e transparência

O vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, anunciou que a nova leva de documentos inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, muitos contendo "grandes quantidades de pornografia comercial". Blanche garantiu que a Casa Branca não interferiu na revisão dos arquivos, afirmando: "Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos".

Ele também destacou que a liberação marca o fim de um processo abrangente de revisão, visando garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei. No entanto, o Departamento de Justiça admitiu, em documento judicial, que divulgou apenas 1% dos arquivos relacionados ao caso em seu poder, levantando críticas sobre a completude da transparência prometida.

Cronologia das divulgações e atrasos

A divulgação dos arquivos da investigação começou em dezembro, com o governo dos EUA liberando mais de 30 mil documentos que evidenciam a proximidade de Epstein com políticos e famosos, incluindo a menção a uma vítima brasileira. Inicialmente, o departamento tinha até 19 de dezembro para publicar todos os documentos, conforme a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada pelo próprio Trump, mas o prazo não foi cumprido.

No dia 24 de dezembro, o departamento comunicou que demoraria "algumas semanas" para liberar o restante dos milhares de documentos, indicando que o processo de revelação total ainda está em andamento. Essa demora tem sido alvo de escrutínio por parte de defensores das vítimas e do público, que exigem acesso completo às informações.

Para a vítima brasileira e outras sobreviventes, a continuidade da divulgação não só traz à luz verdades ocultas, mas também representa um passo crucial em suas jornadas de cura e justiça.