Brasileira desaparecida na Inglaterra: polícia busca pistas em câmeras e dados bancários
Brasileira desaparecida: polícia investiga câmeras e dados bancários

Brasileira desaparecida na Inglaterra: polícia intensifica investigação com câmeras e dados bancários

Embora as buscas físicas pela psicóloga brasileira Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, tenham sido oficialmente encerradas pela Polícia da Inglaterra, os esforços para localizar a cearense continuam de forma intensa. A equipe de investigação divulgou um novo comunicado na noite de quarta-feira (25), destacando que o foco agora está na análise de imagens de câmeras de segurança e na busca por pistas em registros bancários e de comunicação. A detetive Anna Granger, que comanda o caso, afirmou que, apesar da conclusão das buscas em terra, litoral e água, o trabalho para encontrar Vitória não parou.

Novas imagens e linhas de investigação

As autoridades ampliaram a busca por imagens de câmeras na região de Brightlingsea, especialmente nos momentos em que Vitória esteve na área de Hurst Green, por volta das 14h35 de 3 de março, e às 00h16 de 4 de março, quando ela foi vista em um estaleiro próximo a Copperas Road. Como resultado, a polícia acredita ter identificado um novo registro da brasileira em terra, entre Back Waterside Lane e Mill Street, às 15h33 do dia 3 de março. Essa imagem, capturada por uma câmera privada, mostra uma pessoa que se acredita ser Vitória, uma hora após ela ter sido avistada em Hurst Green.

A detetive Anna Granger explicou que as investigações se concentram em preencher lacunas nas gravações, particularmente entre 00h16 e 00h36 de 4 de março, quando uma embarcação de pesca foi solta de um píer. Ela ressaltou que, embora a gravação seja distante, é provável que seja Vitória, e pediu que moradores da região relatem qualquer avistamento à polícia.

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Contexto do desaparecimento

Vitória Figueiredo Barreto está desaparecida há três semanas, desde 3 de março, quando fez seu último contato com familiares e amigos. Natural de Fortaleza, ela viajou para o exterior em janeiro, participando de eventos no Marrocos antes de seguir para a Inglaterra, onde se hospedava com uma amiga e trabalhava em um projeto de pesquisa na Universidade de Essex, em Colchester. No dia do desaparecimento, ela almoçou com a amiga e deveria se reencontrar no fim da tarde, mas não apareceu.

Os últimos passos confirmados de Vitória foram registrados na marina de Brightlingsea às 00h16 de 4 de março. A polícia trabalha com a hipótese de que ela tenha levado uma embarcação encontrada à deriva no dia seguinte, próximo à costa de Bradwell-On-Sea. As buscas físicas foram encerradas em 20 de março, mas a investigação segue com múltiplas linhas, incluindo a análise de depoimentos de pessoas próximas e a revisão de locais por onde ela passou.

Perspectivas e cooperação internacional

Fernanda Silvestre, amiga de Vitória em Fortaleza, expressou que a nova fase das investigações traz expectativa, mas também angústia. Ela destacou que a polícia está considerando várias possibilidades, como um surto, indução a fugir, ingestão de substâncias alteradoras, sequestro ou tráfico, e que é crucial reconstituir os fatos detalhadamente. O namorado e a mãe de Vitória permanecem na Inglaterra acompanhando o caso.

A superintendente Anna Granger mencionou que o acesso a dados financeiros e de comunicação de Vitória é complexo devido à sua nacionalidade brasileira, exigindo cooperação internacional com o apoio da Embaixada do Brasil. A quebra de sigilo bancário já foi aprovada pela Justiça do Ceará, mas até 24 de março, a polícia britânica não havia recebido os dados solicitados. As investigações continuam focadas em desvendar o mistério do desaparecimento, com a esperança de trazer respostas para a família e amigos.

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